Keiko Fujimori vence eleição e será a nova presidente do Peru
Filha do ex-presidente Alberto Fujimori venceu o segundo turno por margem apertada e comandará o país pelos próximos cinco anos.
Foto: @keikofujimorih
Keiko Fujimori foi oficialmente confirmada como a nova presidente do Peru nesta sexta-feira (3), após a proclamação do resultado pelo Jurado Nacional de Eleições (JNE), autoridade máxima do processo eleitoral peruano. A líder do partido Fuerza Popular derrotou o candidato de esquerda Roberto Sánchez por uma diferença de pouco menos de 50 mil votos.
Keiko recebeu 9.223.396 votos (50,135%), enquanto Sánchez somou 9.173.755 votos (49,865%). A eleição foi realizada no dia 7 de junho, mas a apuração levou semanas devido ao cenário de forte polarização política no país.
Após a confirmação do resultado, Roberto Sánchez voltou a contestar o desfecho da disputa, alegando fraude eleitoral. O candidato afirmou que pretende recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e já havia solicitado a recontagem dos votos, além de pedir a anulação dos votos de peruanos residentes no exterior.
Keiko Fujimori tomará posse em 28 de julho para um mandato de cinco anos. Ela assume o comando do país em meio a um cenário de aumento da criminalidade, desafios sociais e econômicos e um Congresso profundamente dividido entre parlamentares de direita e esquerda, o que deve dificultar a articulação política do novo governo.
A presidente eleita também herdará um país marcado por forte instabilidade institucional. Nos últimos oito anos, o Peru teve oito presidentes diferentes, passando por sucessivas trocas de governo, processos de impeachment, denúncias de corrupção e crises políticas.
Aos 51 anos, Keiko é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o Peru entre 1990 e 2000. Durante a campanha, ela defendeu uma política de linha dura contra a criminalidade, prometeu reforçar o combate à corrupção e apresentou propostas voltadas à modernização da segurança pública, incluindo o uso de inteligência artificial para monitoramento e prevenção de crimes.
A trajetória política de Keiko também foi marcada por polêmicas. Em 2018, ela chegou a ser presa preventivamente durante uma investigação sobre suposto financiamento ilegal de campanhas pela construtora Odebrecht. A ex-congressista sempre negou as acusações e, posteriormente, o processo foi anulado pela Justiça peruana.
Após três derrotas consecutivas nas disputas presidenciais de 2011, 2016 e 2021, Keiko Fujimori finalmente conquistou a Presidência e será responsável por conduzir o Peru em um dos momentos mais desafiadores da política recente do país.
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