Flávio justifica ausência em debate e ataca Lula: “Quero debater com quem está destruindo o Brasil”
Candidato afirmou que considera o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também não participou do debate, seu principal adversário
Foto: Ricardo Stuckert/PR / Andressa Anholete/Agência Senado
Criticado pelos adversários por ter ficado de fora do primeiro debate presidencial de 2026, promovido pela Band neste domingo (23/8), o senador Flávio Bolsonaro (PL) utilizou as redes sociais para justificar a ausência. Em um vídeo divulgado enquanto o encontro acontecia, o candidato afirmou que considera o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também não participou do debate, seu principal adversário.
Flávio minimizou a participação dos demais candidatos no encontro e afirmou que pretendia enfrentar, em um eventual debate, “quem está destruindo o Brasil”.
“Os que vão debater hoje não são meus adversários. Eu respeito todos eles, mas eles definitivamente não são meus adversários. O meu adversário é quem tá no poder e tá destruindo o Brasil”.
Na publicação, o senador concentrou os ataques em temas relacionados à economia e ao custo de vida. Ele citou a redução da quantidade de produtos nas embalagens, o aumento do endividamento de famílias e empresas e acusou o governo Lula de elevar impostos para manter os gastos públicos.
O candidato também mencionou as investigações da Polícia Federal envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em apurações relacionadas a suspeitas de tráfico de influência e corrupção.
Apesar das críticas ao governo federal, Flávio também apresentou algumas de suas propostas durante o vídeo. Entre elas, destacou o chamado “tesouraço”, expressão utilizada para definir a promessa de reduzir burocracias, decretos, portarias, impostos e despesas públicas.
Na área da segurança pública, o senador defendeu o endurecimento das leis contra integrantes de facções criminosas. Também propôs que presos trabalhem para custear sua permanência no sistema penitenciário e pediu maior respaldo jurídico para agentes de segurança.
Flávio ainda reforçou pautas ligadas ao conservadorismo religioso. Segundo ele, “Deus, pátria, família e liberdade” representam mais do que slogans de campanha e seriam fundamentos de vida. O candidato afirmou ainda que uma de suas primeiras medidas, caso seja eleito presidente, seria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.
Além de Flávio Bolsonaro, o presidente Lula e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, também não participaram do primeiro debate presidencial realizado pela Band neste domingo. Entre os candidatos presentes estavam Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
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