Notícias
Política
Flávio Bolsonaro se declara presidente eleito e acusa Lula de fraude eleitoral em carta nos EUA

Flávio Bolsonaro se declara presidente eleito e acusa Lula de fraude eleitoral em carta nos EUA

Senador contesta resultado das eleições, agradece a Donald Trump e Javier Milei e afirma que liderará a oposição brasileira a partir do exterior

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Charles Vieira

O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou, nesta quarta-feira (28), uma carta em que se apresenta como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil” e acusa o processo eleitoral de ter sido fraudado. O parlamentar publicou o comunicado após chegar aos Estados Unidos, para onde viajou com a esposa e as duas filhas, passando pela Argentina e pelo Equador.

No texto, Flávio agradece ao presidente argentino, Javier Milei, ao presidente norte-americano, Donald Trump, e à população dos Estados Unidos pela acolhida. Ele também afirma que pretende liderar a oposição brasileira a partir do exterior, sob a justificativa de que poderá atuar sem as restrições que, segundo ele, são impostas pelo atual governo.

A carta contesta a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). Flávio alega ter presenciado uma “fraude eleitoral” e questiona o aumento de mais de 10 milhões de votos recebidos pelo petista entre as duas etapas da votação. O senador, porém, não apresenta provas que sustentem a acusação no documento.

O parlamentar também critica a decisão de prorrogar o horário de votação e afirma que eleitores teriam sido submetidos a regras diferentes. A medida foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin após solicitação das duas campanhas, incluindo a de Flávio, conforme informações divulgadas pela imprensa.

Na carta, Flávio também acusa o governo de cometer abusos de poder político e econômico durante a campanha, além de utilizar a máquina pública em benefício da reeleição. Com base nessas alegações, defende a cassação da chapa formada por Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

O senador ainda critica a atuação de integrantes do Judiciário e classifica as ações contra ele como parte de uma “máquina de perseguição política”. No texto, afirma que deixou o Brasil por questões de segurança jurídica e compara sua situação à de lideranças políticas que atuaram fora de seus países de origem.

Entre os nomes citados estão Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí, Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado. Flávio também pede que a comunidade internacional não normalize o que considera ameaças à democracia brasileira.

Ao final do documento, o senador afirma que apresentará uma estratégia para mobilizar apoiadores por meios pacíficos e legítimos, com o objetivo de impedir, segundo sua avaliação, a consolidação de um regime ditatorial no Brasil.

A contestação do resultado, entretanto, não foi acompanhada pelo próprio partido do senador. Na segunda-feira (26), o PL divulgou nota reconhecendo o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), embora tenha defendido esclarecimentos sobre questionamentos relacionados à disputa. A legenda não apresentou, no comunicado, a acusação de fraude eleitoral feita por Flávio.

Varela Net agora mais perto de você: receba as notícias em tempo real no seu WhatsApp clicando aqui.

Tags

Notícias Relacionadas