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Flávio Bolsonaro muda postura e admite possibilidade de apoiar fim da escala 6x1

Flávio Bolsonaro muda postura e admite possibilidade de apoiar fim da escala 6x1

Senador do PL defendia um modelo alternativo de jornada de trabalho, mas aliados avaliam que votar contra a proposta pode favorecer Lula na disputa pelo segundo turno.

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Ton Molina / Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, passou a considerar a possibilidade de votar a favor do fim da escala de trabalho 6x1. A proposta, que prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, deve ser votada pelo Senado Federal nesta quarta-feira (14), em primeiro turno.

Até então, Flávio não havia declarado apoio ao fim da escala nos moldes previstos pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O senador defendia uma alternativa baseada na flexibilização da jornada de trabalho por meio de acordos entre patrões e empregados.

Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil e reproduzidas pelo BNews, integrantes da oposição e aliados da campanha de Flávio avaliam que uma eventual rejeição à proposta poderia fortalecer politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que defende o fim da escala 6x1.

A avaliação ganhou força após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), definir a votação da matéria para o período que antecede o segundo turno das eleições. Nesse cenário, aliados do candidato do PL temem que ele seja associado à oposição à redução da jornada de trabalho.

Na segunda-feira (12), após participar de uma missa em Brasília, Flávio foi questionado sobre a votação da PEC, mas não respondeu à pergunta e encerrou a entrevista. Já o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), afirmou ter conversado com o senador e disse que ele estaria disposto a votar favoravelmente à proposta.

Votação no Senado

A PEC que prevê o fim da escala 6x1 já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e está em discussão no Senado Federal. O texto estabelece a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado, preferencialmente aos domingos, e prevê um período de transição de 14 meses.

Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, a matéria precisa ser aprovada em dois turnos de votação no Senado, com o apoio de pelo menos três quintos dos parlamentares em cada etapa.

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