Flávio Bolsonaro grava vídeo em apoio a Eduardo Cunha para deputado por MG
Flávio Bolsonaro destacou o papel de Eduardo Cunha no impeachment de Dilma Rousseff
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Candidato a deputado federal por Minas Gerais, Eduardo Cunha (Republicanos) ganhou o apoio público de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral. Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Cunha teve papel de destaque no processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT), em 2016, e apareceu ao lado do senador e candidato à Presidência em um vídeo publicado nas redes sociais.
Em vídeo publicado na quarta-feira (26), Flávio Bolsonaro destacou o papel de Eduardo Cunha no impeachment de Dilma Rousseff e aproveitou para declarar apoio à candidatura do ex-presidente da Câmara.
"Foi aquele que abriu os olhos da população brasileira e derrubou a Dilma, talvez a pior presidente que esse país tenha tido na sua história e que, graças a Deus, o Brasil reagiu a tempo", afirmou.
Na sequência, Cunha afirmou que agora está envolvido em um novo propósito, após ter "enfrentar o PT", e declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro. A manifestação ocorre mesmo com o Republicanos tendo adotado posição de neutralidade na disputa presidencial.
Na legenda da publicação, Cunha agradeceu o apoio recebido e afirmou ter orgulho de sua participação no processo que levou ao afastamento definitivo de Dilma Rousseff. Segundo ele, aquele período entrou "para a história do Brasil".
A atuação de Eduardo Cunha no impeachment começou em dezembro de 2015, quando, na condição de presidente da Câmara, aceitou o pedido de abertura do processo contra Dilma. Em abril de 2016, o plenário da Casa aprovou a continuidade do procedimento. Meses depois, em 31 de agosto, Dilma foi definitivamente afastada da Presidência.
Durante o processo, Cunha também ficou conhecido pela declaração "Que Deus tenha misericórdia desta nação", uma das frases que marcaram os meses de tramitação do impeachment.
Em outubro de 2016, o ex-deputado foi preso no âmbito da Operação Lava Jato, sob suspeita de lavagem de dinheiro, e posteriormente teve o mandato cassado. Cunha permaneceu preso por três anos e meio em regime fechado.
Mais recentemente, em julho deste ano, R$ 6,15 milhões de Eduardo Cunha foram bloqueados por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. A medida ocorreu no âmbito de uma operação que investigou suspeitas de desvio de emendas parlamentares por pessoas sem mandato, com o uso da estrutura administrativa da Câmara dos Deputados para a destinação irregular de recursos em nome de parlamentares.
Em nota, a defesa do ex-parlamentar afirmou que Cunha "desconhece qualquer irregularidade" e que não "apresentou, subscreveu ou formalizou" nenhuma das emendas mencionadas. Segundo os advogados, elas foram "oficialmente apresentadas e indicadas por parlamentares, bancadas ou órgãos legitimados".
Varela Net agora mais perto de você: receba as notícias em tempo real no seu WhatsApp clicando aqui.