Flávio Bolsonaro diz que vai aos EUA para "reverter o estrago" causado por Lula
Pré-candidato à Presidência participará de audiência sobre a proposta de tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros e afirma que defenderá os interesses do país.
Foto: Redes Sociais / Ricardo Stuckert /PR
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que pretende "reverter o estrago" causado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante sua participação em uma audiência pública nos Estados Unidos sobre a proposta de aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
O parlamentar participa da audiência promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), considerada a etapa final da investigação comercial aberta pelo governo norte-americano antes da decisão prevista para o próximo dia 15 de julho. A investigação acusa o Brasil de adotar práticas consideradas "irrazoáveis" em áreas como comércio digital, sistema de pagamentos eletrônicos, desmatamento e propriedade intelectual.
Antes do encontro, Flávio publicou um vídeo nas redes sociais para rebater críticas sobre sua participação na audiência e afirmou que está nos Estados Unidos para defender os interesses do Brasil.
"Eu estou aqui para defender os interesses do povo brasileiro, mesmo sem ser o presidente do Brasil, ainda. Vejo notícias dizendo que posso atrapalhar. Está de brincadeira! O Lula já atrapalhou e vai ser difícil reverter o estrago que ele causou. Não vou me omitir. Farei a minha parte para defender os interesses do povo brasileiro, sempre", declarou.
O senador terá cinco minutos para discursar na audiência pública e pretende defender o adiamento da decisão sobre a tarifa, argumentando que a medida prejudicaria empresas brasileiras e norte-americanas, além de poder influenciar o cenário político brasileiro às vésperas das eleições presidenciais.
Flávio também voltou a responsabilizar o governo Lula pelo impasse comercial com os Estados Unidos. Em declarações recentes, o parlamentar afirmou que o presidente seria "o único que quer a tarifa", alegando que o Palácio do Planalto acredita que a medida pode gerar dividendos políticos durante a campanha eleitoral.
A proposta de sobretaxa de 25% ainda está em fase de consulta pública. A decisão final do governo norte-americano está prevista para ser anunciada até o dia 15 de julho.
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