Ex-promotor e relator da CPMI do INSS: saiba quem é Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro
Deputado federal por Alagoas foi escolhido para compor a chapa presidencial do PL após trajetória no Ministério Público e na segurança pública; parlamentar também nega acusações feitas por integrantes da CPMI do INSS
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciou, nesta quarta-feira (5), o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente na chapa do partido para a disputa pela Presidência da República. O nome foi oficializado durante coletiva realizada na sede do PL, em Brasília.
Ao lado de lideranças da legenda, Flávio afirmou que a escolha foi baseada na trajetória do parlamentar na segurança pública e no combate à corrupção. Segundo o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a definição pelo nome de Gaspar foi tomada há cerca de seis meses.
"Não tem vice melhor para nós do que Alfredo Gaspar", declarou Valdemar.
Após o anúncio, o deputado afirmou que será um "soldado" de Flávio Bolsonaro e disse que pretende trabalhar para "transformar o Brasil em um lugar justo e decente".
Alfredo Gaspar, de 55 anos, é advogado, ex-promotor de Justiça e ex-procurador-geral de Justiça de Alagoas. Também comandou a Secretaria de Segurança Pública do estado em duas oportunidades antes de ingressar na política.
Ele foi eleito deputado federal em 2022 e ganhou projeção nacional como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que investigou fraudes em aposentadorias e pensões. No relatório final, pediu o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O parecer, porém, acabou rejeitado pela comissão.
Além da atuação parlamentar, Gaspar também esteve à frente de comissões ligadas à segurança pública, Constituição e Justiça, Relações Exteriores e Direito Digital.
Acusações
O nome de Alfredo Gaspar também ganhou repercussão após denúncias feitas pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) durante os trabalhos da CPMI do INSS.
Os parlamentares acusam o deputado de ter estuprado uma adolescente de 13 anos há cerca de oito anos, caso que teria resultado em uma gravidez. Segundo eles, a vítima atualmente teria 21 anos e a criança, oito. Também afirmam ter encaminhado à Polícia Federal mensagens e outras informações que indicariam uma suposta tentativa de compra de silêncio da vítima, com pagamentos que chegariam a R$ 470 mil.
As supostas provas, segundo os denunciantes, foram entregues à Polícia Federal e estão sob sigilo.
Gaspar nega todas as acusações. De acordo com o deputado, o caso citado pelos parlamentares diz respeito, na verdade, a um primo da família, cuja paternidade teria sido comprovada por exame de DNA realizado em 2014.
Em nota, o parlamentar classificou as acusações como "falsas, levianas e absolutamente irresponsáveis", afirmou que elas têm motivação política e anunciou que adotará medidas judiciais contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke por denunciação caluniosa e coação no curso do processo.
"Não aceitarei que minha honra e minha história sejam atingidas por mentiras", afirmou.
Soraya, por sua vez, rebateu a versão apresentada pelo deputado e disse que o exame de DNA divulgado por Gaspar trata de um caso diferente da denúncia apresentada por ela e por Lindbergh.
Até o momento, não há decisão judicial sobre as acusações envolvendo o parlamentar. O caso aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
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