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Eduardo Paes retoma mobilização por segundo turno no RJ: “O Rio escolheu ter segundo turno”

Eduardo Paes retoma mobilização por segundo turno no RJ: “O Rio escolheu ter segundo turno”

Ex-prefeito voltou a contestar decisão da Justiça Eleitoral que anulou votos de Anthony Garotinho e declarou Douglas Ruas eleito no primeiro turno

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Redes Sociais

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) voltou a defender a realização de um segundo turno na eleição para o governo estadual. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (3), o político anunciou que vai retomar a mobilização para questionar a decisão da Justiça Eleitoral que anulou os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) e confirmou a vitória de Douglas Ruas (PL) ainda no primeiro turno.

Paes explicou que permaneceu em silêncio sobre a disputa estadual durante o período das eleições presidenciais para evitar que a discussão judicial interferisse na votação nacional. Segundo ele, agora é o momento de voltar a cobrar uma nova etapa da eleição no Rio.

“Hoje eu reinicio, junto com vocês, essa luta”, afirmou. O ex-prefeito também declarou que pretende respeitar qualquer decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mas acredita que os argumentos apresentados por seu partido são juridicamente válidos.

A contestação envolve os 274.411 votos recebidos por Garotinho no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. O candidato teve o registro indeferido pela Justiça Eleitoral, mas seu nome permaneceu na urna enquanto aguardava a análise de recursos.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por cinco votos a dois, anular os votos de Garotinho. Com a exclusão, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realizou uma nova totalização e Douglas Ruas passou de 49,27% para 50,88% dos votos válidos, percentual suficiente para garantir a vitória em primeiro turno.

Paes, que inicialmente havia obtido 42,76%, passou a registrar 44,16% após o recálculo. 

No vídeo, o ex-prefeito argumentou que os eleitores que escolheram Garotinho também deveriam ser considerados na definição sobre a necessidade de um segundo turno. Para ele, a presença do candidato na urna e os votos recebidos demonstram que parte do eleitorado fluminense não escolheu um governador no primeiro turno.

“Por causa deles, ninguém alcançou a maioria absoluta, ou seja, ninguém teve mais do que 50% dos votos. A decisão do eleitor do Rio no primeiro turno não foi por eleger qualquer candidato, foi por ter segundo turno”, declarou.

O PSD levou a discussão ao STF por meio de uma ação que questiona a exclusão dos votos de Garotinho do cálculo da maioria absoluta. O partido argumenta que a anulação posterior do registro não deveria retirar da contagem os votos efetivamente depositados nas urnas.

A Constituição Federal estabelece que um candidato ao governo estadual precisa alcançar mais da metade dos votos válidos para vencer no primeiro turno. O ponto central da discussão jurídica é justamente definir se os votos de Garotinho deveriam continuar integrando essa base de cálculo, mesmo após o indeferimento definitivo de sua candidatura. 

Ao encerrar a gravação, Paes afirmou que a disputa não deveria ser tratada como uma questão pessoal ou partidária, mas como uma discussão sobre o direito de participação dos eleitores.

“E essa não é uma ação sobre uma candidatura, um candidato ou outro. É preciso respeitar a vontade das urnas expressas no dia 4 de outubro. E o Rio escolheu ter segundo turno. O povo do Rio de Janeiro tem o direito de votar”, concluiu.

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