Eduardo Bolsonaro compara crise no Paraguai ao caso Banco Master e fala em “ditadura de toga” no Brasil
Em vídeo publicado nas redes sociais, ex-deputado criticou a condução do escândalo financeiro brasileiro e afirmou que paraguaios devem continuar recebendo brasileiros que deixam o país
Foto: Redes Sociais
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) comparou a crise bancária e política enfrentada pelo Paraguai ao escândalo envolvendo o Banco Master no Brasil. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (5), ele comentou a renúncia do presidente paraguaio Santiago Peña, anunciada após o colapso do Ueno Bank, e criticou a forma como o caso brasileiro vem sendo conduzido pelas autoridades.
Na gravação, Eduardo afirmou que a situação no Paraguai demonstra uma diferença em relação ao Brasil. Segundo ele, enquanto os responsáveis pela crise paraguaia estariam sendo presos e o presidente deixou o cargo, no país os envolvidos no caso Banco Master continuariam sem sofrer consequências.
O ex-deputado também afirmou que pessoas teriam recebido pagamentos para participar do que chamou de “farsa” e criticou o que classificou como uma “ditadura de toga” no Brasil. Ao final do vídeo, disse que o Paraguai deveria continuar recebendo brasileiros que deixam o país.
A declaração ocorre em meio a uma grave crise no Paraguai. O Banco Central do país interveio no Ueno Bank após identificar problemas de solvência. A instituição atendia aproximadamente 3 milhões de clientes e administrava cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos.
O caso provocou protestos, investigações e pressão política sobre o governo. Oito executivos da instituição foram detidos, enquanto a Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, a abertura de um processo de impeachment contra Santiago Peña. O presidente anunciou sua renúncia antes da conclusão da tramitação, mas a decisão ainda dependia de aprovação do Senado.
No Brasil, o caso Banco Master também é alvo de investigação. Em 28 de outubro, a Polícia Federal indiciou o ex-controlador da instituição, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e outras 13 pessoas por suspeitas de crimes relacionados a operações financeiras. O relatório foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), e a Procuradoria-Geral da República deverá analisar se há elementos para apresentar denúncia.
As declarações de Eduardo Bolsonaro sobre a atuação de autoridades brasileiras, supostos pagamentos e intimidação de críticos foram feitas no contexto de sua crítica política e não representam, por si só, conclusões das investigações.
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