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Eduarda Campopiano ataca Erika Hilton após eleição e a chama de “homem biológico”

Eduarda Campopiano ataca Erika Hilton após eleição e a chama de “homem biológico”

Deputada estadual eleita pelo PL fez publicação contra parlamentar do PSOL nas redes sociais após conquistar votação recorde na Alesp

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Montagem - Equipe Varela Net

A deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL) fez um ataque transfóbico contra a deputada federal reeleita Erika Hilton (PSOL) nas redes sociais, poucas horas após a apuração do primeiro turno das eleições de 2026.

Em uma publicação no X, antigo Twitter, Campopiano se referiu a Erika, que é uma mulher trans, como “homem biológico” e questionou a parlamentar sobre sua votação.

“Oi, Erika Hilton. Como é saber que um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo? Rs”, escreveu Campopiano.

A publicação foi feita na madrugada desta segunda-feira (5), após o encerramento da apuração. O conteúdo teve ampla repercussão nas redes sociais.

Campopiano, de 23 anos, foi eleita deputada estadual com 1.956.238 votos, tornando-se a candidata mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em 2026. Ela deixa o cargo de vereadora de Praia Grande para assumir uma cadeira no Legislativo estadual. 

Erika Hilton também alcançou uma votação recorde. Reeleita para a Câmara dos Deputados, a parlamentar recebeu cerca de 1,6 milhão de votos e se tornou a mulher mais votada da história do Brasil em uma eleição para a Câmara. 

O ataque de Campopiano ocorre após uma disputa política que já envolveu Erika e integrantes do PL. Em março, parlamentares do partido questionaram a eleição de Erika para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. 

Após a publicação, a deputada estadual eleita Sofia Fávero (PSOL-SP) acionou o Ministério Público de São Paulo e pediu investigação por transfobia e possível violência política de gênero. Erika Hilton, por sua vez, afirmou que Sofia já estava tomando as providências sobre o caso. 

A investigação sobre o caso continua. João teve a prisão preventiva revogada pela Justiça no início de outubro, com medidas cautelares, incluindo monitoramento eletrônico, proibição de deixar a comarca, recolhimento domiciliar noturno e distanciamento dos familiares da vítima. 

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