CPMI do INSS rejeita relatório que pedia indiciamento de ‘Lulinha’ e ex-ministros de Lula e Bolsonaro
Comissão encerra trabalhos sem aprovar parecer final após derrota da oposição; documento previa mais de 200 indiciamentos
Foto: Divulgação
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS rejeitou, na madrugada deste sábado (28), o relatório final que previa o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de ex-ministros de diferentes governos.
O parecer, elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar, foi derrubado por 19 votos contrários e 12 favoráveis, em uma sessão marcada por forte embate político entre base governista e oposição.
O texto rejeitado propunha o indiciamento de 216 pessoas por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, no contexto das fraudes investigadas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre os nomes citados estavam também os ex-ministros da Previdência Carlos Lupi (governo Lula) e José Carlos Oliveira (governo Jair Bolsonaro).
A rejeição do relatório foi considerada uma vitória da base aliada ao governo, que articulou nos bastidores para garantir maioria na comissão. Com isso, a CPMI encerrou seus trabalhos sem aprovar um relatório final e sem adotar oficialmente qualquer conclusão do colegiado.
Um texto alternativo articulado por governistas, que mirava principalmente o ex-presidente Bolsonaro, chegou a ser cogitado, mas não foi sequer levado à votação.
Apesar da rejeição, os documentos reunidos ao longo da investigação, incluindo o relatório não aprovado, serão encaminhados a órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público, que poderão dar continuidade às apurações.
A CPMI foi instalada em 2025 para investigar um esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, considerado um dos maiores casos recentes de fraudes no sistema previdenciário brasileiro.
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