Cleitinho critica boicote a apoiadores de Lula e diz: “Vamos parar de brigar”
Governador eleito de Minas Gerais defendeu o fim de privilégios da classe política e mostrou móveis novos em apartamento funcional do Senado
Foto: Pedro França/Agência Senado
O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), criticou nesta quarta-feira (28) o movimento de boicote a empresas e pessoas que declararam apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vídeo publicado nas redes sociais, o político defendeu que a população direcione as cobranças à classe política, em vez de alimentar disputas ideológicas.
Cleitinho apoiou Flávio Bolsonaro (PL) durante a eleição presidencial, mas não comentou diretamente o resultado da disputa nem cumprimentou Lula pela vitória. Na gravação, o governador eleito pediu que os brasileiros cobrem os representantes escolhidos nas urnas e questionem os benefícios concedidos a parlamentares.
“Quem tem que ser boicotado, gente, é a classe política. Agora, cobre do seu político que foi eleito. Eu não fui eleito governador? Tem uma escolta me esperando ali agora. É de mim que tem que ser cobrado. O político em quem você votou tem que ser cobrado”, afirmou.
Durante o vídeo, Cleitinho mostrou o apartamento funcional que ocupa em Brasília, disponibilizado pelo Senado aos parlamentares, e questionou a substituição de móveis e eletrodomésticos antes de deixar o imóvel, prevista para dezembro.
“Está vendo isso aqui? Isso aqui é um privilégio que a classe política tem: um apartamento funcional. Eu vou sair daqui agora, em dezembro. Olha o que eles já fizeram aqui. Já estão trocando os móveis. Já trocaram a geladeira, uma geladeira maravilhosa. Isso aqui quem vai pagar é você”, declarou.
O governador eleito também criticou o chamado auxílio-mudança, benefício pago a parlamentares no início e no fim do mandato, e afirmou que receberá cerca de R$ 40 mil ao deixar o Senado.
“Eu recebi esse auxílio quando virei senador e, agora, como estou saindo, também vou receber novamente um valor de R$ 40 mil, que quem vai pagar são vocês”, disse.
Ao encerrar a gravação, Cleitinho voltou a defender que os brasileiros deixem de lado as divergências políticas e se unam para cobrar mudanças nos privilégios concedidos a representantes públicos.
“Então, gente, vamos parar de brigar. Se unam”, concluiu.
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