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Carlos Bolsonaro visita Jair Bolsonaro na prisão e cita suposta relação de Lula com facções

Carlos Bolsonaro visita Jair Bolsonaro na prisão e cita suposta relação de Lula com facções

Após o encontro, ele comentou nas redes sociais sobre a conversa que teve com o ex-chefe do Executivo

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL), que se apresenta como pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, visitou nesta quarta-feira (11) o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília. Após o encontro, ele comentou nas redes sociais sobre a conversa que teve com o ex-chefe do Executivo e afirmou que trataram de assuntos políticos e da atual situação do país.

Na publicação, Carlos Bolsonaro mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e citou, sem apresentar provas ou detalhar informações, uma suposta relação do chefe de estado com organizações criminosas. Entre os grupos mencionados por ele estão o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), apontados como temas que teriam sido discutidos durante a visita ao ex-presidente.

O ex-vereador também comentou, na mesma postagem, sobre um caso envolvendo um brasileiro condenado por participação em atos ligados à tentativa de golpe no país, que teria recebido asilo político na Argentina.

“[...] Também falamos sobre a relação de Lula com o PCC e o CV, e sobre a Argentina ter concedido asilo político ao primeiro condenado pela farsa do golpe no Brasil. Tentam matá-lo a todo custo, mas a fortaleza segue de pé, e seu espírito está mais vivo do que nunca”, escreveu na postagem.

Apesar da acusação divulgada nas redes sociais, Carlos Bolsonaro não apresentou provas nem forneceu mais detalhes que sustentassem a suposta ligação do presidente com as facções criminosas mencionadas.

A manifestação ocorre um dia depois de o governo dos Estados Unidos indicar que avalia a possibilidade de classificar o PCC e o Comando Vermelho como ameaças relevantes à segurança regional. A análise considera o envolvimento dessas organizações em crimes como tráfico internacional de drogas, violência armada e outras atividades criminosas com atuação transnacional. A proposta de enquadramento das facções nessa categoria tem sido defendida por aliados do bolsonarismo, que passaram a pressionar por medidas nesse sentido.

Segundo Carlos Bolsonaro, a conversa com o pai também incluiu discussões sobre o cenário eleitoral de 2026. De acordo com ele, o ex-presidente estaria avaliando nomes que pretende apoiar nas disputas por cadeiras no Senado, cujas definições devem ocorrer nos próximos dias.

Na mesma publicação, o ex-vereador voltou a questionar decisões judiciais relacionadas às condenações de envolvidos nos atos antidemocráticos. Ele afirmou que o julgamento do ex-presidente e de outros investigados continua sendo alvo de discussões no campo jurídico.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão na Papudinha, em Brasília. A condenação inclui crimes como liderança de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado, dano ao patrimônio da União e deterioração de bem tombado, acusações relacionadas aos ataques contra instituições públicas e às investigações sobre a tentativa de ruptura institucional no país.

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