Capitão Alden prepara pedido de CPMI para investigar uso de dinheiro público por influenciadores nas eleições
Deputado federal também quer apurar a atuação do canal “Exército do Lula”, administrado por André Janones, e possíveis repasses de recursos públicos para ações digitais.
Foto: Divulgação / Câmara dos Deputados
O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) pretende apresentar um requerimento para criar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar um possível uso de dinheiro público no financiamento de influenciadores digitais durante as eleições de 2026. A proposta também prevê apurar a atuação do canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
Segundo informações publicadas pelo BNews nesta quinta-feira (29), o parlamentar quer esclarecer se estruturas de comunicação e mobilização digital receberam recursos públicos, direta ou indiretamente, para favorecer candidaturas durante a disputa eleitoral.
O canal “Exército do Lula”, que reúne milhões de seguidores no WhatsApp, foi criado por Janones para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ampliar a circulação de conteúdos políticos nas redes sociais.
A proposta de investigação prevê analisar contratos de publicidade institucional, pagamentos a agências de comunicação, repasses indiretos, subcontratações e possíveis mecanismos de financiamento de conteúdos político-eleitorais. O requerimento também pretende verificar se estruturas administrativas federais foram utilizadas para beneficiar candidaturas ou prejudicar adversários.
Em declaração divulgada pelo BNews, Alden afirmou que a iniciativa não busca criminalizar a manifestação política espontânea de influenciadores, mas esclarecer a origem dos recursos utilizados em eventuais campanhas de comunicação.
O deputado ressaltou que o objetivo é identificar possíveis pagamentos, os responsáveis pelas autorizações e os valores envolvidos, caso sejam constatadas irregularidades.
Como funcionaria a CPMI
De acordo com a proposta apresentada pelo parlamentar, a comissão seria composta por 15 deputados federais e 15 senadores, com prazo de funcionamento de 180 dias.
O requerimento ainda está em fase de elaboração e deverá ser complementado com documentos e a definição dos fatos a serem investigados antes da coleta das assinaturas necessárias para sua apresentação no Congresso Nacional.
Até o momento, a iniciativa anunciada por Alden não representa a instalação de uma CPMI nem comprova a existência de irregularidades. A eventual abertura da investigação dependerá do cumprimento dos requisitos necessários no Congresso.
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