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Brasil anuncia parceria com EUA para reforçar combate ao crime organizado

Brasil anuncia parceria com EUA para reforçar combate ao crime organizado

Iniciativa foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e prevê ações conjuntas entre órgãos dos dois países

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo brasileiro oficializou, nesta sexta-feira, um acordo com os Estados Unidos para ampliar a cooperação no enfrentamento ao crime organizado transnacional. A iniciativa foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e prevê ações conjuntas entre órgãos dos dois países.

A parceria envolve diretamente a Receita Federal do Brasil e a U.S. Customs and Border Protection (CBP), agência norte-americana de controle aduaneiro. O foco está na integração de dados de inteligência e na atuação coordenada para interceptar cargas ilegais, sobretudo de armas e drogas que circulam entre os territórios.

Batizado de Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), o acordo surge como parte de uma agenda mais ampla de cooperação bilateral entre os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente Donald Trump. A proposta é intensificar o combate a organizações criminosas com atuação internacional por meio de medidas conjuntas e troca de informações estratégicas.

O anúncio ocorre em meio a um cenário de maior vigilância por parte das autoridades norte-americanas sobre facções criminosas na América Latina. Nos Estados Unidos, cresce o debate interno sobre a possibilidade de classificar grupos estrangeiros como organizações terroristas, medida que pode ampliar sanções e instrumentos legais de repressão.

Apesar disso, não há confirmação oficial de que organizações brasileiras estejam sendo avaliadas para esse tipo de enquadramento. Ainda assim, o contexto reforça a pressão internacional por iniciativas coordenadas entre países no combate ao crime organizado.

Durante o anúncio, Durigan destacou que o acordo representa um avanço concreto nas relações entre os dois países na área de segurança. "Recebi representantes do governo dos Estados Unidos para uma informação, um reporte para mim, que foi dado tanto pela Receita Federal quanto pela Polícia Federal quanto pelas autoridades norte-americanas, autoridades da Embaixada dos Estados Unidos e autoridades da alfândega norte-americana, o CBP. Hoje marca o primeiro passo relevante depois da conversa do Presidente Lula com o Presidente Trump no sentido de avançar na cooperação no combate ao crime organizado entre os nossos dois países", afirmou.

O ministro também ressaltou o caráter prático das medidas previstas. "O que nós estamos fazendo é demonstrando e fazendo as medidas executivas e concretas que nos permitem manter tanto o Brasil quanto os Estados Unidos mais seguros e com inteligência e combate ao crime organizado", completou.

Segundo ele, a expectativa é que o acordo aumente a eficiência das ações de repressão e contribua para a redução da circulação de armas no Brasil. Além disso, a iniciativa deve abrir espaço para novas parcerias entre os dois países. "Isso abre caminho para uma serie de outros acordos".

No lado brasileiro, a condução das ações ficará sob responsabilidade da Polícia Federal, com apoio do Ministério da Fazenda, especialmente no campo da inteligência financeira, considerada estratégica para rastrear fluxos ligados a atividades ilícitas.

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