Augusto Cury declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno e cobra compromisso com propostas: "Não posso apoiar Lula"
Escritor afirma que não apoiará Lula por discordar do modelo econômico e diz que apoio ao senador não representa um “cheque em branco”.
Foto: Reprodução
O escritor Augusto Cury anunciou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. Em pronunciamento divulgado nesta quinta-feira (8), Cury afirmou que a decisão foi tomada após uma conversa com o senador, que, segundo ele, aceitou propostas e assinou um compromisso público com medidas que pretende defender.
Ao justificar a escolha, o escritor declarou que não apoiará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por discordar do modelo econômico adotado pelo governo, especialmente em relação aos juros elevados e aos impactos sobre o poder de compra das famílias.
“Por isso, não posso apoiar Lula. Não é pessoal, é por causa do projeto”, afirmou.
Cury também disse ser contrário à reeleição, por considerar que o mecanismo favorece a permanência prolongada no poder, o populismo e o enfraquecimento da renovação democrática.
Propostas apresentadas por Augusto Cury
Segundo o escritor, Flávio Bolsonaro concordou em assumir compromissos relacionados a oito áreas. Entre elas estão o fim da reeleição, a valorização dos professores, mudanças na saúde por meio da telemedicina e medidas de proteção às mulheres com uso de tecnologia.
A lista também inclui o fortalecimento das cooperativas, o financiamento de microempresas por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de outras linhas de crédito, além da ampliação da produção agrícola e de alimentos.
Outro ponto citado por Cury é a pacificação nacional, com a defesa de um governo voltado a todos os brasileiros, incluindo a valorização dos direitos humanos e das minorias.
O escritor afirmou que o senador assinou um documento com os compromissos e que o material está disponível em seu perfil nas redes sociais.
Apoio com ressalvas
Apesar de declarar apoio a Flávio Bolsonaro, Cury ressaltou que a decisão não significa concordância irrestrita com o candidato. Segundo ele, o compromisso assumido deverá ser acompanhado e cobrado ao longo de um eventual mandato.
“Não é um cheque em branco. É um compromisso comigo e com o Brasil”, declarou.
Ao final do pronunciamento, o escritor defendeu o respeito entre eleitores com posições políticas divergentes e afirmou que o país não deve ser construído a partir da divisão da população.
“Vamos curar o Brasil do ódio”, concluiu.
Varela Net agora mais perto de você: receba as notícias em tempo real no seu WhatsApp clicando aqui.