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Após resultado do 1º turno, Flávio Bolsonaro afirma: “Está decretado o fim da era do PT”

Após resultado do 1º turno, Flávio Bolsonaro afirma: “Está decretado o fim da era do PT”

Senador também disse acreditar que a segunda etapa da disputa dará "uma resposta definitiva"

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Reprodução/GloboNews

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, comemorou o desempenho nas urnas neste domingo (4) e afirmou estar "muito feliz" com o resultado do primeiro turno. O senador também disse acreditar que a segunda etapa da disputa dará "uma resposta definitiva" ao país e aproveitou o pronunciamento para declarar “o fim da era do PT”.

“Essa mudança e é o fim da era do PT. Está decretado o fim da era do PT”, declarou a jornalistas na porta do QG de sua campanha, em Brasília.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio terminou o primeiro turno à frente, com 47,09% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) somou 45,09%.

"Eu estou muito feliz de verdade com o resultado que nós vemos aqui agora. São quase 56 milhões de brasileiros e brasileiras que deram esse voto de confiança para a mudança. A palavra é mudança. O Brasil não aguenta mais", declarou o senador.

Flávio afirmou que os levantamentos internos da campanha já apontavam para uma vantagem sobre Lula nesta primeira etapa da eleição. Apesar de ter declarado publicamente que acreditava em uma vitória ainda no primeiro turno, o candidato disse estar "satisfeito" com o resultado e avaliou que a vitória na primeira rodada ficou próxima.

"Eu estou muito satisfeito porque muitos institutos de pesquisa davam a gente atrás. Os nossos trackings [pesquisas] davam a gente na frente, como aconteceu, com uma chance real de que nós tivéssemos uma vitória no primeiro turno. Foi por muito pouco, mas eu fiquei muito feliz com a quantidade de brasileiros que foram às urnas para se manifestar e não se omitiram porque queriam essa mudança", disse o postulante do PL.

Na reta final da campanha, o senador intensificou o discurso em defesa do chamado voto útil, buscando concentrar os votos da direita e evitar a divisão do eleitorado com outros candidatos, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Na véspera da eleição, aliados de Flávio já relatavam perceber reflexos dessa estratégia nas pesquisas de intenção de voto e nos trackings internos.

Durante o pronunciamento, o candidato também voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principalmente em relação às medidas de impacto fiscal adotadas pelo petista nas semanas que antecederam o primeiro turno. Para Flávio, Lula não estaria disputando apenas a Presidência, mas "poder".

"Depois de tudo que o Lula fez, gastando mais de 350 bilhões de reais para tentar vencer as eleições, o que eu tenho para falar é que o Lula está disputando o poder. Ele já disputou sete eleições presidenciais. Sete eleições presidenciais e ele está preocupado com o poder. Eu estou preocupado com o futuro do Brasil. Eu estou disputando o Brasil. E é assim que eu vou continuar me comportando nessas próximas três semanas, com uma campanha limpa, com alguém que não está preocupado com a perpetuação do poder", afirmou.

Flávio também reafirmou o compromisso com o fim da reeleição e disse que, caso seja eleito, pretende indicar pelo menos quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF), além de promover mudanças na estrutura do Executivo federal. Em fevereiro deste ano, o senador apresentou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para estabelecer mandato único para cargos do Executivo.

"Eu sou o único candidato que assumiu o compromisso pelo fim da reeleição, porque eu só preciso de um mandato para colocar o brasileiro e a brasileira no centro do meu governo, para que eu possa atacar e resolver os problemas reais do Brasil. Eu quero a oportunidade de cuidar do Brasil. Eu quero a oportunidade de cuidar do povo brasileiro", destacou Flávio.

Enquanto a apuração avançava, aliados do senador que acompanhavam a votação no QG da campanha, em Brasília, relataram um clima de comemoração e surpresa com o desempenho da direita. Segundo essas pessoas, pesquisas internas de boca de urna do PL apontavam Flávio três pontos à frente de Lula.

O ambiente descrito por integrantes da campanha era de “muito otimismo”. A avaliação interna era de que um resultado favorável já era esperado, mas a votação teria surpreendido até mesmo aliados, que classificaram o desempenho como uma “vitória histórica da direita no país”.

Entre os presentes estava o senador Rogério Marinho (PL-RN), responsável pela coordenação da campanha. A apuração também foi acompanhada por Maria Claudia Bucchianeri e Tracy Reinaldet, responsáveis pela área jurídica da candidatura.

Também estiveram no QG o marqueteiro Duda Lima, responsável pela comunicação e pela propaganda eleitoral, e Nelson Santini, conhecido como tenente Santini, coordenador logístico e financeiro da candidatura. José Vicente Santini, irmão de Nelson e ex-integrante do governo Jair Bolsonaro, também participou do encontro.

A apuração foi acompanhada por meio de um telão instalado no local, enquanto integrantes da campanha e aliados participavam de um churrasco. Gritos de comemoração e o jingle “Com o pé direito, o Brasil tem futuro” eram ouvidos de dentro do QG.

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