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Após derrota para Lula, Flávio Bolsonaro ficará sem mandato pela primeira vez em 24 anos

Após derrota para Lula, Flávio Bolsonaro ficará sem mandato pela primeira vez em 24 anos

Senador encerra mandato em dezembro e deverá ficar sem cargo eletivo em 2027; investigações citadas no texto continuam em andamento

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Após a derrota na eleição presidencial de 2026, Flávio Bolsonaro (PL) ficará sem mandato eletivo pela primeira vez em 24 anos. Senador desde 2019, ele encerra seu mandato em 31 de janeiro de 2027 e, a partir de fevereiro, deverá ficar sem cargo público. Sua trajetória política começou em 2003, quando assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), aos 21 anos.

Filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Flávio entrou na política com o apoio do pai, que, à época, exercia mandato de deputado federal. Ele permaneceu na Alerj por quatro legislaturas, antes de ser eleito senador em 2018, ano em que Jair Bolsonaro venceu a eleição presidencial. Em 2016, tentou chegar à Prefeitura do Rio de Janeiro, mas terminou a disputa em quarto lugar.

A derrota para o Palácio do Planalto também marcou um resultado inédito na história eleitoral brasileira desde a redemocratização: Flávio terminou o primeiro turno na liderança, mas foi derrotado no segundo. Lula conquistou 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do candidato do PL.

Investigações seguem no Supremo

Fora do Senado, Flávio continuará no radar das autoridades. Ele é alvo de apurações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), entre elas uma investigação sobre possíveis repasses do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme *Dark Horse*, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

A Polícia Federal apura transferências que teriam somado cerca de R$ 60 milhões para a produção. O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça. A investigação busca esclarecer a origem e a finalidade dos recursos. Flávio negou irregularidades relacionadas ao financiamento do filme.

Outra apuração envolve suspeitas relacionadas aos negócios do advogado Willer Tomaz, amigo do senador. O caso chegou ao STF sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes e envolve suspeitas de lavagem de dinheiro e outras possíveis irregularidades financeiras.

A Polícia Federal investiga indícios de uma possível relação financeira entre Flávio e o advogado, incluindo registros que apontariam que o senador teria tido acesso operacional a uma conta bancária vinculada a uma empresa de Tomaz. Os dois negam a existência de sociedade entre eles e afirmam manter uma relação de amizade.

A saída do Senado implica o fim das prerrogativas parlamentares vinculadas ao exercício do mandato, mas não encerra automaticamente as investigações. Em março de 2025, o STF firmou entendimento de que a prerrogativa de foro pode ser mantida após o fim do cargo quando os fatos investigados tiverem sido supostamente cometidos durante o exercício da função e estiverem relacionados a ela. A regra também pode valer quando a investigação começa depois do término do mandato.

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