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Ana Elisa denuncia boicotes políticos e pede apoio jurídico a vítimas de assédio eleitoral

Ana Elisa denuncia boicotes políticos e pede apoio jurídico a vítimas de assédio eleitoral

Deputada criticou listas de boicote a estabelecimentos e relatos de médicos que ameaçariam pacientes por posicionamento político

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Redes sociais

A deputada Ana Elisa criticou, em vídeo publicado nas redes sociais, iniciativas de boicote motivadas por posicionamentos políticos após as eleições presidenciais. Ela também pediu que advogados se mobilizem para orientar pessoas que afirmam ter sido vítimas de assédio eleitoral, demissões ou prejuizos comerciais.

Segundo Ana Elisa, a situação teria começado com a circulação de listas que incentivavam o boicote a estabelecimentos comerciais por suas posições políticas. A parlamentar afirmou que a mobilizaão teria evoluído para relatos de profissionais da saúde que ameaçariam alterar medicamentos de pacientes por divergências ideológicas.

"Quando você anuncia no seu instagram que vai trocar os remédios das pessoas, nada mais é do que boicote à existência daquela outra pessoa", declarou.

Durante o pronunciamento, Ana Elisa convidou advogados a se colocarem à disposição de pessoas que relatem perseguição política, demissões ou boicotes a seus negócios. Ela orientou as possíveis vítimas a reunir provas e procurar assistência jurídica.

A deputada afirmou que essas situações precisam ser investigadas e que os responsáveis devem ser responsabilizados, caso sejam comprovadas irregularidades.

Ana Elisa também comparou os boicotes políticos atuais às campanhas promovidas pelo regime nazista contra comerciantes judeus na Alemanha, especialmente ao boicote nacional de 1933. Para ela, a discriminação baseada em posicionamento político pode agravar a intolerância e prejudicar a convivência social.

A parlamentar ainda criticou o lema “Deus, Pátria e Família”, associando sua origem à tradição política nazista, e alertou para o risco de práticas discriminatórias se tornarem comuns no país.

Ao final, afirmou que continuará consumindo serviços de profissionais mesmo quando discordar de suas posições políticas, desde que confie na qualidade do trabalho. Para Ana Elisa, listas de boicote não devem determinar as relações comerciais entre pessoas com opiniões diferentes.

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