Ana Elisa critica suspensão de canal de Lula e cita fake news da Tropa do Flávio
Deputada federal eleita questionou decisão do TSE após publicação de imagem falsa associada a ato pró-Lula; canal foi liberado depois de registro na Justiça Eleitoral
Foto: Redes sociais
A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) criticou a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, de suspender novamente o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. Em vídeo publicado nesta terça-feira (13), ela questionou os critérios adotados pela Justiça Eleitoral e citou uma publicação da “Tropa do Flávio” que associou uma imagem antiga a uma manifestação de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu sou a favor que derrubem a Tropa do Flávio? Não. [...] Mas derrubar canais específicos, isso sim é censura”, afirmou a parlamentar, ao defender que os dois canais permaneçam em funcionamento.
A publicação mencionada por Ana Elisa mostrava uma jovem aparentemente usando uma substância pelo nariz e a associava ao ato pró-Lula realizado no domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo. Uma apuração da *Folha de S.Paulo* identificou que a mesma imagem já circulava em páginas argentinas desde junho, ligada a outros contextos. O conteúdo foi apagado após questionamentos da reportagem à campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e ao deputado Gustavo Gayer (PL-GO).
No vídeo, Ana Elisa também criticou a diferença de tratamento entre os canais e afirmou que a suspensão do “Exército do Lula” ocorreu pela segunda vez em poucos dias. O grupo, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), tinha mais de 4 milhões de seguidores, segundo a parlamentar.
A decisão de Nunes Marques ocorreu após uma ação da campanha de Flávio Bolsonaro. Inicialmente, a suspensão foi relacionada a acusações de disseminação de desinformação. Posteriormente, o ministro também determinou a retirada do canal por falta de registro formal junto à Justiça Eleitoral.
Em relatório sobre o conteúdo publicado no “Exército do Lula” entre 2 e 11 de outubro, a área técnica do TSE informou que não localizou reproduções das afirmações apontadas no processo naquele período. A análise, porém, registrou que mensagens haviam sido apagadas ou editadas, o que limitou a avaliação.
Ainda nesta terça-feira, a campanha de Lula registrou formalmente o canal no TSE. Após receber as informações exigidas, Nunes Marques considerou que a suspensão não precisava mais ser mantida e liberou o funcionamento do grupo.
Ao encerrar o vídeo, Ana Elisa voltou a defender que os dois canais continuem ativos e convocou seus seguidores a se manifestarem nas redes sociais contra o que considera censura.
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