ACM Neto pede desculpas por ter se declarado pardo em 2022: "Tenho humildade para reconhecer meus erros"
Candidato ao Governo da Bahia afirmou que passou por um processo de reflexão sobre autodeclaração racial e disse que, nesta eleição, registrou sua candidatura como branco
Foto: Brenno Carvalho
O ex-prefeito de Salvador e candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), pediu desculpas nesta segunda-feira (03) pela autodeclaração como pardo registrada durante as eleições de 2022. A declaração foi feita durante sabatina concedida à TV Aratu, na qual o político afirmou que o episódio representou um importante aprendizado pessoal.
Segundo ACM Neto, na época da última eleição ele não compreendeu a dimensão do debate sobre autodeclaração racial e, após refletir sobre o tema, reconheceu que a questão vai além das informações presentes em documentos oficiais.
O candidato explicou que, posteriormente, passou por um processo de reflexão e concluiu que a autodeclaração racial está relacionada também à forma como a sociedade identifica cada pessoa e à sua trajetória de vida.
"Depois, fazendo uma reflexão, com toda a humildade, percebi que a questão da autodeclaração não era simplesmente pegar o que tem na sua certidão de nascimento e reproduzir no registro de candidatura. Era muito mais do que isso. Tem muito a ver com como a sociedade enxerga e com a história de vida das pessoas", declarou.
ACM Neto informou ainda que, no registro de candidatura das eleições deste ano, passou a se declarar como branco, afirmando que a mudança representa uma correção após o aprendizado obtido desde a última disputa eleitoral.
"Esse aprendizado me fez corrigir, portanto a minha declaração agora foi como branco, superando essa discussão. E, é claro, não deixo de pedir desculpas às pessoas que, eventualmente, tenham se sentido ofendidas por esse ato de 2022", disse.
A autodeclaração de ACM Neto como pardo nas eleições de 2022 gerou ampla repercussão e debates durante a campanha daquele ano. Agora, ao alterar a informação em seu registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato reconheceu que errou na declaração anterior e afirmou que o episódio contribuiu para seu processo de reflexão sobre letramento racial.
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