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ACM Neto e Jaques Wagner são mencionados em novo relatório do Banco Master

ACM Neto e Jaques Wagner são mencionados em novo relatório do Banco Master

Dados, obtidos pelo jornal Folha de São Paulo, abrangem o período entre 2022 e 2025

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Alessandro Dantas/PT no Senado/Valter Pontes/Secom Bahia

Um novo relatório da Receita Federal enviado à CPI do Crime Organizado revela que o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, fez repasses milionários a empresas, escritórios de advocacia e consultorias ligadas a políticos e ex-ministros, incluindo ACM Neto, Jaques Wagner, Michel Temer e Antônio Rueda. Os dados, obtidos pelo jornal Folha de São Paulo, abrangem o período entre 2022 e 2025.

De acordo com os registros, a A&M Consultoria, vinculada a ACM Neto, recebeu R$ 5,45 milhões entre 2023 e 2024. A assessoria da empresa declarou que "os serviços mencionados pelo jornal foram contratados de maneira lícita, transparente, e devidamente prestados", mas destacou que não é possível confirmar os valores "supostamente declarados à Receita Federal por não ter tido acesso a esses dados".

A nota acrescenta que o contrato com o Banco Master foi firmado quando os sócios da A&M não ocupavam cargos públicos. "Foi apresentada petição à PGR (Procuradoria-Geral da República) e ao STF na qual a A&M se coloca à disposição para prestar eventuais esclarecimentos e detalhes dos serviços prestados, assim como requereu que se apurasse o vazamento de dados fiscais sigilosos", diz o comunicado.

Os registros também mostram que a BN Financeira, empresa de Bonnie Bonilha, nora de Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, recebeu R$ 12 milhões entre 2022 e 2025. O senador ainda aparece na lista com um pagamento menor, de R$ 289 mil, como pessoa física.

Wagner declarou ao jornal que o valor registrado como pessoa física se refere a rendimento de aplicação em conta sem CNPJ, e que nunca recebeu qualquer pagamento do Banco Master. Já a BN Financeira confirmou que prestou serviços à instituição bancária mediante emissão de nota fiscal no mesmo período.

Outros nomes de destaque aparecem nos documentos da Receita. O ex-ministro Henrique Meirelles teria recebido R$ 18,5 milhões por consultorias, enquanto a empresa de Guido Mantega foi beneficiada com R$ 14 milhões. O escritório ligado a Michel Temer declarou dois pagamentos que somam R$ 7,5 milhões, embora os registros da Receita indiquem valores superiores.

Escritórios vinculados a Antônio Rueda receberam R$ 6,4 milhões desde 2023. Além deles, a empresa do ex-ministro Fábio Wajngarten recebeu pelo menos R$ 3,8 milhões em 2025, enquanto a banca associada à família de Ricardo Lewandowski recebeu cerca de R$ 6,1 milhões. Todas as partes envolvidas afirmam que os serviços foram contratados de forma regular e prestados de maneira legítima.

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