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Presos na Bolívia, casal ligado a facção na Bahia se passava por empresários e usava documentos falsos

Presos na Bolívia, casal ligado a facção na Bahia se passava por empresários e usava documentos falsos

Informação foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Marcelo Werner

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Divulgação / SSP-BA

O casal preso na Bolívia por suspeita de envolvimento com uma facção criminosa com atuação na Bahia utilizava documentos falsos no país estrangeiro. A informação foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Marcelo Werner, que destacou que os dois se apresentavam como empresários.

De acordo com o secretário, o homem é apontado como líder da organização criminosa e contava com o apoio direto da esposa nas atividades ilegais. Juntos, eles seriam responsáveis pelo envio de grandes carregamentos de armas e drogas para o estado da Bahia.

A dupla foi localizada em uma residência de alto padrão, avaliada em cerca de R$ 6 milhões, na cidade de Santa Cruz de la Sierra, no último domingo (10). As investigações apontam ainda que, além da atuação no sul e sudoeste baiano, o casal também mantinha operações no Rio de Janeiro.

Kleber Nóbrega Pereira, conhecido como "Kekeu", é investigado por uma série de crimes, incluindo homicídios, lavagem de dinheiro, corrupção de menores e roubos, entre outras práticas ilícitas.

Já a companheira, identificada como Micaely Santos Silva, é apontada como responsável pela movimentação financeira da facção e pela articulação de um esquema estruturado de lavagem de dinheiro.

Segundo as investigações, os dois possuíam mandados de prisão e chegaram a circular pela capital boliviana, La Paz, antes de serem localizados em Santa Cruz de la Sierra. Após a prisão, eles foram encaminhados à custódia da Interpol na Bolívia.

A SSP-BA informou que o processo de extradição dos suspeitos será conduzido após alinhamento com as forças de segurança do estado da Bahia. Em nota, o órgão destacou ainda que operações seguem em andamento no território baiano com o objetivo de localizar possíveis integrantes e apoiadores do grupo criminoso.

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