PM que matou mulher com tiro no peito em São Paulo é promovida de estagiária a soldado
Efetivação foi publicada duas semanas após o disparo que matou uma mulher durante abordagem policial na zona leste
Foto: Reprodução/Redes Sociais
A policial militar que matou uma mulher com um tiro no peito durante uma abordagem na zona leste de São Paulo foi promovida de estagiária a soldado duas semanas após o caso. A efetivação foi publicada no Diário Oficial nesta sexta-feira (17) e ocorreu enquanto a agente segue afastada das atividades operacionais e sob investigação.
A policial, identificada como Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, era estagiária na corporação quando efetuou o disparo que matou Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos. O caso aconteceu na madrugada do dia 3 de abril, no bairro Cidade Tiradentes, durante uma abordagem policial que terminou em discussão entre os agentes e o casal abordado.
Segundo as investigações iniciais, a confusão começou após o braço do companheiro da vítima encostar no retrovisor de uma viatura em patrulhamento. Os policiais teriam retornado com o veículo e iniciado uma discussão com o casal. Durante o confronto verbal, a policial desceu da viatura e efetuou o disparo que atingiu o peito da mulher.
A promoção da agente não representa um avanço hierárquico imediato, mas sim a formalização da contratação dentro da Polícia Militar. Mesmo com a efetivação, a policial permanece afastada das ruas enquanto o caso é apurado pela Corregedoria da corporação e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil.
Imagens registradas por câmeras corporais mostram momentos da abordagem e registram a discussão antes do disparo. Na ocasião, a policial que efetuou o tiro não utilizava câmera corporal, o que também passou a ser analisado pelas autoridades durante a investigação do caso.
A morte da vítima gerou forte repercussão e levantou questionamentos sobre protocolos de abordagem policial e uso da força. O caso segue sob investigação, e as autoridades ainda avaliam possíveis responsabilidades criminais e administrativas relacionadas ao episódio.
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