PM e monitor de presídio são presos por suspeita de participação na morte de advogada, prima de Mara Maravilha
Prisões ocorreram durante a Operação Vendetta, que investiga o crime ocorrido no dia 25 de julho
Foto: Reprodução / Redes Sociais / Divulgação-SSP
A Polícia Civil da Bahia prendeu, nesta segunda-feira (3), dois suspeitos de envolvimento no assassinato da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, prima da cantora e apresentadora Mara Maravilha. Entre os detidos estão um policial militar da ativa, de 29 anos, e um monitor de ressocialização terceirizado, de 27 anos. As prisões ocorreram durante a Operação Vendetta, que investiga o crime ocorrido no dia 25 de julho, em Itororó, no sudoeste da Bahia.
De acordo com a investigação, homens armados invadiram a casa da advogada durante a madrugada e efetuaram diversos disparos contra ela. A operação desta segunda cumpriu dois mandados de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão relacionados ao caso.
O primeiro suspeito foi localizado na saída do Conjunto Penal de Lauro de Freitas, onde atua como monitor de ressocialização. Com ele, os policiais encontraram uma pistola calibre .38 TCP, dois carregadores e 23 munições.
Além da prisão, equipes da Polícia Civil realizaram buscas em dois endereços ligados ao investigado, em Dias d’Ávila. Nos imóveis foram apreendidos duas pistolas de airsoft, um fuzil de airsoft, um colete tático, 67 estojos de munições de diversos calibres, dois rádios comunicadores HT e um documento pertencente a outro investigado, de 39 anos. Todo o material passará por perícia e será incorporado ao conjunto de provas da investigação.
Durante o andamento da operação, os agentes também cumpriram o mandado de prisão temporária contra o policial militar da ativa, apontado como participante da execução do crime.
Investigação aponta monitoramento da vítima
Segundo as apurações, os dois presos, juntamente com o homem de 39 anos e um quarto suspeito ainda não identificado, saíram de Dias d’Ávila na noite de 24 de julho em direção a Itororó. Na madrugada seguinte, o grupo teria ido até a residência da advogada, onde o homicídio foi praticado.
A investigação também aponta que os suspeitos já haviam estado na cidade nos dias 20 e 21 de julho, quando teriam realizado deslocamentos para acompanhar a rotina da vítima antes da execução.
A principal linha investigativa indica que o crime pode ter sido motivado por uma dívida atribuída a um sobrinho da advogada, relacionada a um homem de 20 anos, morador de Camaçari, apontado como possível mandante da ação.
O diretor regional da Diretoria Regional de Polícia do Interior (DIRPIN/Sudoeste), delegado Roberto Júnior, afirmou:
"As investigações apontam que o crime está relacionado a um contexto de cobranças decorrentes de um suposto prejuízo financeiro atribuído a um familiar da vítima, hipótese que segue sendo apurada pela Polícia Civil. Com base nas provas reunidas até o momento, a autoridade policial representou pela decretação das prisões temporárias dos investigados. Até o momento, dois deles já foram presos. Os demais alvos permanecem foragidos e estão sendo procurados pelas equipes policiais. É importante destacar que as investigações continuam em andamento para esclarecer integralmente a dinâmica do crime, individualizar a conduta de cada investigado e reunir todos os elementos de prova que serão encaminhados ao Poder Judiciário", afirmou o diretor regional da Diretoria Regional de Polícia do Interior (DIRPIN/Sudoeste), delegado Roberto Júnior.
As diligências permitiram ainda identificar os dois veículos utilizados pelos criminosos, ambos já localizados e apreendidos pela Polícia Civil. Os investigadores constataram que os automóveis eram locados e que um deles circulava com placa adulterada.
Após o cumprimento das ordens judiciais, os dois presos foram encaminhados para uma unidade policial, onde passaram pelos procedimentos legais e permanecem custodiados à disposição da Justiça.
A Operação Vendetta foi conduzida por equipes da DIRPIN/Sudoeste e da 21ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (21ª COORPIN/Itapetinga), com apoio do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Sudoeste), do DRACO e da Corregedoria da Polícia Militar da Bahia.
As buscas continuam para localizar os demais envolvidos, aprofundar as investigações e responsabilizar criminalmente todos os participantes do assassinato da advogada.
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