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PF deflagra operação contra suposto desvio de emendas para financiar filme “Dark Horse”; Mario Frias é alvo

PF deflagra operação contra suposto desvio de emendas para financiar filme “Dark Horse”; Mario Frias é alvo

Entre os alvos da operação estão a produtora do filme, Karina Gama, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP)

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Divulgação/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (10), uma operação para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que teriam sido destinados ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao todo, são cumpridos 49 mandados de busca e apreensão.

Entre os alvos da operação estão a produtora do filme, Karina Gama, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP). Duas entidades ligadas à produtora também são alvo das buscas: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC).

A ação é realizada pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e foi batizada de “Make Up”. Não há mandados de prisão entre as medidas autorizadas.

O caso é relatado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O inquérito, que inicialmente tramitava em São Paulo, foi avocado pelo STF.

De acordo com a investigação conduzida sob a relatoria de Dino, o foco está no possível uso irregular de emendas parlamentares e no destino de recursos públicos repassados a entidades e empresas relacionadas à produtora do filme.

Além desse caso, existe outra investigação no STF envolvendo o longa-metragem. Sob relatoria do ministro André Mendonça, o inquérito apura repasses realizados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso, a pedido do senador Flávio Bolsonaro, além do caminho percorrido pelo dinheiro.

Segundo a PF, uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados teria direcionado recursos destinados a uma organização da sociedade civil para empresas que teriam sido subcontratadas de forma irregular. A investigação aponta ainda que não haveria comprovação de que os serviços contratados foram efetivamente prestados.

A corporação afirma ter identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas relacionadas ao suposto esquema. Segundo a PF, as tentativas de ocultar os desvios teriam continuado até julho deste ano.

As investigações apuram possíveis crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

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