PF aponta que ex-presidente do INSS recebeu até R$ 250 mil mensais em propina
Investigação indica que Alessandro Stefanutto teria recebido pagamentos para deixar de fiscalizar entidades envolvidas em descontos ilegais de aposentados e pensionistas
Foto: Reprodução
A Polícia Federal (PF) concluiu que o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, teria recebido até R$ 250 mil por mês em propina para favorecer o esquema de descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas. A informação consta do relatório final de um dos inquéritos da Operação Sem Desconto, encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a investigação, Stefanutto teria se omitido deliberadamente na fiscalização de entidades associativas suspeitas de realizar descontos indevidos nos benefícios previdenciários. Em troca, segundo a PF, ele recebia pagamentos mensais que chegaram ao patamar de R$ 250 mil.
Os investigadores afirmam ainda que o ex-presidente do INSS desempenhou um papel relevante para a manutenção do esquema, tanto pela influência que exercia no órgão quanto pela suposta atuação para evitar medidas de fiscalização. O relatório também aponta que os pagamentos teriam sido realizados por diferentes meios, incluindo transferências via Pix, cheques e dinheiro em espécie.
Ao todo, a Polícia Federal indiciou 48 pessoas por suspeita de envolvimento no esquema, entre elas Stefanutto, dirigentes de entidades associativas, empresários e outros investigados. O caso apura descontos irregulares aplicados sobre aposentadorias e pensões do INSS, que teriam causado prejuízo de centenas de milhões de reais aos beneficiários.
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