Objetos de luxo são apreendidos pela PF em megaoperação contra esquema criminoso
MC Ryan e MC Poze estão entre os alvos; colar com imagem de Pablo Escobar, carros de luxo e armas estão entre os itens apreendidos nesta quarta (15)
Foto: Reprodução / TV Globo
Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP, foi um dos alvos da Operação Narco Fluxo e foi preso nesta quarta-feira (15), na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista, em uma ação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e transações ilegais superiores a R$ 1,6 bilhão.
Entre os objetos apreendidos pela Polícia Federal (PF), um colar com a imagem do traficante colombiano Pablo Escobar chamou atenção. A peça foi encontrada na casa do artista dentro de uma moldura em formato do mapa do estado de São Paulo e é considerada um dos itens mais inusitados da operação.
Além do colar, os agentes também apreenderam bens de alto valor, como carros de luxo, incluindo modelos de marcas como Porsche, BMW e Land Rover, relógios de grife, armas, dinheiro em espécie, bolsas de luxo, além de equipamentos eletrônicos e documentos que serão analisados no decorrer da investigação.
A Polícia Federal, no entanto, não informou a quem pertencem todos os itens apreendidos durante a operação.
Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, detido no Rio de Janeiro, e influenciadores, como Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, e Chrys Dias, também foram alvos da operação, além de outros produtores de conteúdo.
De acordo com a PF, o grupo utilizava empresas de fachada, laranjas e movimentações financeiras atípicas para ocultar a origem de recursos ilícitos.
Realizada pela 5ª Vara Federal de Santos, a ação cumpre 45 mandados de busca e 39 de prisão temporária. Os materiais recolhidos devem auxiliar no aprofundamento das investigações.
Em comunicado, a defesa de MC Ryan declarou que as movimentações financeiras do artista são legais. Por outro lado, o advogado de MC Poze do Rodo declarou não ter conhecimento do conteúdo do mandado de prisão.
A operação segue em andamento e depende da análise do material apreendido.
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