Mãe de Henry Borel, Monique Medeiros se entrega à polícia no Rio de Janeiro
Medida ocorre após nova decisão que manteve sua prisão preventiva
Foto: Brunno Dantas/TJRJ/Divulgação
Monique Medeiros, acusada de envolvimento na morte do filho, o menino Henry Borel, voltou a ficar à disposição da Justiça após se entregar à polícia do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (20). A medida ocorre após nova decisão que manteve sua prisão preventiva.
No sábado (18), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, rejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa. Com isso, foi mantida a determinação anterior que restabeleceu a prisão de Monique. O magistrado entendeu que a revogação da prisão, feita pela Justiça de primeira instância, contrariava decisões já estabelecidas pela Corte.
A análise do caso teve origem em um recurso apresentado pela defesa contra uma decisão anterior do próprio ministro, que havia determinado o retorno da acusada à prisão. O entendimento foi de que a soltura não respeitou a autoridade das decisões do STF.
Antes desse desdobramento, a juíza Elizabeth Machado Louro havia suspendido o julgamento previsto para março e remarcado a nova data para 25 de maio. Na ocasião, ela autorizou a soltura de Monique e criticou a atuação da defesa do ex-vereador Dr. Jairinho, classificando a estratégia como “uma interrupção indevida do recurso processual, em franco desrespeito à orientação advinda do STF”.
O caso Henry Borel teve início na madrugada de 8 de março de 2021, no Rio de Janeiro. Conforme as investigações, Henry Borel Medeiros morreu em decorrência de hemorragia interna e laceração hepática. A versão apresentada por Monique e Jairinho, de que a criança teria sofrido uma queda da cama, foi descartada por peritos. O Ministério Público aponta que o menino foi vítima de agressões.
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