Irmão de Eloá Pimentel, tenente da ROTA é baleado na cabeça; tropa promete localizar autores do ataque
Oficial foi atingido enquanto pilotava uma motocicleta em São Caetano do Sul. Polícia mobilizou um grande efetivo e intensificou as buscas pelos suspeitos.
Foto: Reprodução Instagram/Arquivo Pessoal / Circuito de segurança
O tenente da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA), Ronickson Pimentel, de 39 anos, foi baleado na cabeça durante uma tentativa de homicídio na manhã deste sábado (27), em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. Após o atentado, a Polícia Militar mobilizou um grande efetivo para localizar os autores do crime e afirmou que as buscas seguem de forma intensificada.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, Ronickson estava à paisana e pilotava uma motocicleta quando parou em um semáforo na Avenida Goiás. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens, também em uma motocicleta, se aproximam e efetuam um disparo à queima-roupa antes de fugirem.
Outro vídeo de monitoramento também mostra os suspeitos momentos antes da abordagem. Nas imagens, eles aparecem seguindo o tenente após sua saída de uma academia, o que indica que a vítima teria sido monitorada antes do ataque.
O policial foi socorrido inconsciente pelo helicóptero Águia da Polícia Militar, que pousou na via para agilizar o resgate. Ele foi encaminhado em estado grave ao Hospital Mário Covas, em Santo André, onde passou por uma cirurgia para a retirada do projétil e permanece sob cuidados médicos.
Em nota oficial, o 1º Batalhão de Polícia de Choque "Tobias de Aguiar" informou que o oficial foi alvo de uma tentativa de homicídio e destacou que toda a corporação segue mobilizada.
"A família ROTA permanece unida em oração pela plena recuperação do nosso irmão de farda, pela força de seus familiares e pela equipe médica que conduz o atendimento", afirmou a corporação.
Nas redes sociais, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), prestou solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de farda do policial. O governador também afirmou que determinou prioridade máxima às forças de segurança para identificar e prender os responsáveis pelo atentado.
Ronickson ingressou na Polícia Militar em 2009, um ano após a morte da irmã, Eloá Pimentel, que tinha 15 anos quando foi mantida em cárcere privado pelo ex-namorado, Lindemberg Alves, no apartamento onde morava, em Santo André, em 2008. O caso teve grande repercussão nacional e mobilizou o país durante os dias de sequestro.
Na época do julgamento de Lindemberg, Ronickson prestou depoimento por cerca de uma hora ao Tribunal do Júri, no Fórum de Santo André, e classificou o ex-namorado da irmã como "um monstro".
O caso foi registrado na Delegacia Sede de São Caetano do Sul. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, as investigações continuam e equipes da Polícia Militar seguem realizando diligências para identificar e prender os responsáveis pelo atentado.
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