Influenciador Luan Lennon é preso suspeito de forjar furto para gravar e publicar nas redes sociais
Caso ocorreu na madrugada de quinta-feira (7) e é investigado como possível crime forjado
Foto: Reprodução/Instagram
Policiais civis da 4ª DP (Praça da República) prenderam o influenciador Luan Lennon e outras duas pessoas suspeitas de participarem da simulação de um furto de celular no Centro do Rio. O caso ocorreu na madrugada de quinta-feira (7) e é investigado como possível crime forjado.
De acordo com os agentes, Luan Lennon Camacho Braga Oliveira teria deixado o vidro de um carro aberto e combinado com um flanelinha para que ele oferecesse R$ 30 a um pedestre, que deveria retirar um celular que estava dentro do veículo. Toda a ação, ainda de acordo com a investigação, teria sido registrada pelo influenciador a partir de outro carro, posicionado do outro lado da rua.
Após a suposta cena, Luan teria abordado o homem apontado como autor do furto e tentado realizar uma espécie de “voz de prisão”.
De acordo com o registro da ocorrência na 4ª DP (Presidente Vargas), a Polícia Militar foi acionada inicialmente para atender um suposto caso de furto. Quando as equipes chegaram ao local, encontraram o homem suspeito já detido por populares.
Testemunhas apontaram um homem identificado como Rodrigo como o possível autor da ação. Ele foi revistado e levado à delegacia para prestar esclarecimentos.
Ainda segundo o boletim, outro envolvido, identificado como Alberto, afirmou ter estacionado o carro no local e, ao retornar, percebeu movimentação ao redor do veículo. Ele disse ter sido informado por Luan Lennon e seus acompanhantes de que Rodrigo teria subtraído o celular do interior do automóvel.
Alberto relatou ainda que o aparelho seria um Xiaomi Redmi Note 13 e que o dispositivo teria sido recuperado pelo influenciador antes da chegada da Polícia Militar.
Em depoimento, Luan Lennon foi ouvido inicialmente como testemunha e declarou que "estava no local gravando conteúdo para as redes sociais" sobre fiscalização de flanelinhas. Ele afirmou ter registrado o momento em que o suposto autor retirava o celular do carro, dizendo ainda que interveio, recuperou o aparelho e acionou a polícia. Segundo ele, quando o proprietário chegou, conseguiu desbloquear o telefone e confirmar a posse.
No entanto, a Polícia Civil identificou inconsistências após analisar imagens e relatos. Os investigadores constataram que o celular mostrado nas gravações era branco, o que não correspondia ao modelo descrito como Xiaomi Redmi Note 13.
Por outro lado, o homem apontado como autor do suposto furto apresentou outra versão ao ser ouvido. Ele declarou que "que se encontra em situação de rua e sob efeito de crack no momento dos fatos, afirmando ter sido instigado por um flanelinha não identificado a pegar um celular de um veículo aberto em troca de R$ 30,00".
Ele também afirmou que a situação teria sido "armada", acrescentando que o aparelho levado seria um iPhone XR branco, característica que, segundo os investigadores, coincide com as imagens analisadas.
Diante das contradições, o caso passou a ser investigado como possível denunciação caluniosa, falsa comunicação de crime e simulação de flagrante.
Em nota, a Polícia Civil informou que, após apurações, os agentes concluíram que se tratava de um crime forjado. Com base nas investigações, foram realizadas diligências que levaram à identificação de outros dois envolvidos no esquema. Os três foram ouvidos e autuados em flagrante por denunciação caluniosa.
De acordo com a Seppen (Secretaria de Estado de Polícia Penal), Luan Lennon foi encaminhado ao Presídio José Frederico Marques, em Benfica. A audiência de custódia está marcada para este sábado (9), a partir das 13h.
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