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Golpista se passa por técnico do Grêmio e pede PIX de R$ 22,5 mil a jogador

Golpista se passa por técnico do Grêmio e pede PIX de R$ 22,5 mil a jogador

Suspeito usava foto de Luís Castro no WhatsApp e alegava que dinheiro seria destinado à compra de cestas básicas para projeto social

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Duda Fortes/Grupo RBS e Polícia Civil

Um homem foi preso nesta quarta-feira (2), no Rio de Janeiro, suspeito de integrar um grupo que se passava pelo técnico do Grêmio, o português Luís Castro, para aplicar golpes em jogadores de futebol. A investigação aponta que atletas do clube gaúcho foram abordados por meio de perfis falsos em aplicativos de mensagens.

A ação, batizada de Operação Falso 9, foi realizada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e dois de busca e apreensão em Itaperuna, no Norte Fluminense.

O suspeito é investigado pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica e falsa identidade. Segundo a polícia, além de jogadores do Grêmio, atletas e personalidades ligadas a clubes de outros estados, uma equipe de futebol europeu e um artista de projeção nacional também teriam sido alvos.

A investigação começou depois que a polícia identificou contatos feitos pelo WhatsApp com quatro jogadores. Utilizando uma foto de Luís Castro, o golpista se apresentava como o treinador e dizia que gostaria de conversar com os atletas antes dos treinamentos.

Com um dos jogadores, o suspeito manteve contato durante vários dias. Nas conversas, perguntava sobre rotina, família e desempenho nos treinos, além de elogiar a dedicação do atleta. Em determinado momento, pediu que o jogador mantivesse o contato em sigilo e não comentasse com os companheiros.

Depois de estabelecer uma relação de confiança, o falso treinador fez um pedido de dinheiro. Segundo a investigação, ele afirmou que a quantia seria usada para comprar cestas básicas destinadas a um projeto social no Rio de Janeiro.

O golpista pediu ao jogador o equivalente a 300 cestas básicas, no valor de R$ 75 cada, totalizando R$ 22,5 mil. Uma chave PIX aleatória foi enviada e apresentada como pertencente a uma suposta responsável pela instituição.

A primeira tentativa de transferência não foi concluída porque ultrapassava o limite diário de movimentação bancária do atleta. O suspeito então pediu que o pagamento fosse realizado na manhã seguinte e reforçou a necessidade de manter o assunto em segredo.

No dia seguinte, o jogador conseguiu realizar a transferência via PIX. Depois do pagamento, o golpista enviou uma suposta confirmação de que as cestas básicas haviam sido recebidas pela instituição.

Ainda no mesmo dia, o suspeito tentou aplicar um segundo golpe. Ele afirmou que outro jogador, que estaria fora do Brasil, também faria uma doação, desta vez de 600 cestas básicas, avaliadas em R$ 50 mil.

O falso técnico pediu que a vítima adiantasse o valor, com a promessa de receber o dinheiro posteriormente. Para dar credibilidade à história, ainda citou a participação de outros atletas do clube.

A segunda transferência, porém, não foi realizada porque também ultrapassava o limite diário de movimentação bancária do jogador. A tentativa acabou interrompendo a sequência da fraude.

A investigação continua para identificar outros possíveis envolvidos e vítimas do esquema.

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