Espingarda registrada em nome de Bolsonaro é apreendida pela Polícia Federal no RS
Espingarda foi entregue voluntariamente por um morador de Cachoeirinha (RS) e era o último armamento vinculado ao ex-presidente que ainda não havia sido recolhido, segundo a Polícia Federal
Foto: Ton Molina/STF
A Polícia Federal apreendeu, nesta quarta-feira (8), uma espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A arma foi localizada na casa de um homem em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul.
Segundo informações, o homem procurou voluntariamente a Polícia Federal para informar que estava com o armamento e manifestou interesse em entregá-lo.
Conforme a PF, a espingarda era a última arma registrada em nome de Bolsonaro que ainda não havia sido recolhida. Após a comunicação, agentes federais se deslocaram até o endereço para receber o armamento e adotar as medidas cabíveis.
A apreensão faz parte do cumprimento de uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O magistrado entendeu que a permanência de armas vinculadas ao ex-presidente é incompatível com o cumprimento da prisão domiciliar.
Além de determinar a entrega de todas as armas registradas em nome de Bolsonaro, Moraes também autorizou buscas na residência do ex-presidente.
Nesta quarta-feira, a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão que previa a localização de armamentos, munições, acessórios e documentos de registro. Segundo a defesa, nenhum material foi encontrado.
Na decisão, Alexandre de Moraes afirmou que a medida foi motivada por informações divergentes sobre a quantidade de armas registradas em nome do ex-presidente.
"Sobrevieram aos autos informações indicando divergência entre o quantitativo de armas de fogo regularmente registradas em nome do apenado e aquelas efetivamente entregues aos órgãos competentes, circunstância que evidencia, em tese, o descumprimento da determinação judicial e recomenda a adoção de providências destinadas à localização e apreensão dos armamentos eventualmente mantidos sob o poder do condenado", afirmou o ministro.
Jair Bolsonaro cumpre atualmente pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde o dia 24 de março deste ano, ele está em prisão domiciliar humanitária, concedida inicialmente por 90 dias e posteriormente prorrogada por decisão do ministro Alexandre de Moraes.
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