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Daniel Vorcaro é preso em nova fase de operação da PF que investiga o Banco Master

Daniel Vorcaro é preso em nova fase de operação da PF que investiga o Banco Master

Detenção ocorre no âmbito de uma nova etapa da Operação Compliance Zero

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Reprodução/Márcio Gustavo Vasconcelos

O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi preso nesta quarta-feira (4), em São Paulo, durante ação da Polícia Federal. A detenção ocorre no âmbito de uma nova etapa da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras ligado à comercialização de títulos de crédito falsos pela instituição.

A prisão foi cumprida na terceira fase da operação. De acordo com a corporação, esta etapa busca apurar a "possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa".

Segundo as investigações, o grupo é suspeito de estruturar um esquema de grandes proporções envolvendo a venda de papéis fraudulentos. O nome da operação faz alusão à ausência de mecanismos eficazes de controle interno nas instituições envolvidas, o que teria facilitado crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.

Contra Vorcaro havia um mandado de prisão preventiva, já cumprido. Ele foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal na capital paulista.

Além dele, há pelo menos outro alvo de prisão em São Paulo. O nome ainda não foi divulgado, pois o investigado não havia sido localizado até a última atualização. A Justiça também autorizou a aplicação de medidas cautelares contra outros envolvidos, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

Ao todo, estão sendo cumpridos três mandados adicionais de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal e as apurações contam com o apoio do Banco Central do Brasil.

Também foi determinado o afastamento de investigados de cargos públicos, além do sequestro e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões. A medida tem como objetivo interromper a movimentação de ativos ligados ao grupo sob investigação e resguardar valores que possam ter relação com as irregularidades apuradas.

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