Chefe do PCC que rompeu tornozeleira após ganhar liberdade é preso na Bolívia
Condenado a quase 126 anos de prisão, Gerson Palermo deverá ser expulso do país vizinho e levado para Corumbá, em Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução
Apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital, Gerson Palermo foi preso nesta terça-feira (26) pela Força Especial de Combate ao Narcotráfico da Bolívia, na região de Santa Cruz de La Sierra.
Segundo as autoridades, o criminoso deverá ser expulso da Bolívia e levado para o município de Corumbá, em Mato Grosso do Sul.
Condenado a quase 126 anos de prisão, Palermo estava foragido há seis anos. Ele havia deixado o presídio de segurança máxima de Campo Grande em abril de 2020 após conseguir prisão domiciliar por meio de um habeas corpus concedido durante um plantão judicial.
A decisão foi assinada pelo então desembargador Divoncir Maran e autorizou que o traficante deixasse a unidade prisional para cumprir prisão domiciliar. Segundo as investigações, a autorização judicial foi concedida em menos de 40 minutos.
Ainda de acordo com as autoridades, cerca de cinco horas após deixar o presídio, Gerson Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu.
Desde então, ele era considerado foragido da Justiça brasileira e vinha sendo procurado por forças de segurança nacionais e internacionais.
De acordo com as investigações, Palermo é apontado como um dos principais operadores do PCC ligados ao tráfico internacional de drogas e à logística da facção na região de fronteira entre Brasil e Bolívia.
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