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Áudios divulgados nesta semana revelam detalhes de esquema bilionário e citam MC Ryan e MC Poze do Rodo

Áudios divulgados nesta semana revelam detalhes de esquema bilionário e citam MC Ryan e MC Poze do Rodo

Áudios divulgados nesta semana revelam detalhes de esquema bilionário e citam MC Ryan e MC Poze do Rodo

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Reprodução

Áudios divulgados nesta semana revelam novos detalhes do suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro que colocou os MCs Ryan SP e Poze do Rodo no centro de uma operação da Polícia Federal.

Nas gravações, investigados discutem estratégias de movimentação financeira e atuação em plataformas ilegais. Em um dos trechos, MC Ryan afirma: “Nunca é bom falar dos resultados das plataformas, tá ligado? Na época do Tigrinho tava bom mesmo, eu tava arregaçando”, em conversa com o contador Rodrigo Morgado, apontado como peça-chave no esquema.

Outro áudio mostra a negociação de valores para divulgação de casas de apostas. “Eu tenho um cliente aqui que tem uma casa de aposta e queria saber quanto que tá pra você divulgar a casa dele”, diz Morgado. Ryan responde: “Já que é seu amigo, eu cobro R$ 300 mil. Mas se não for muito seu amigo, pode falar que é R$ 400 mil”.

Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizava rifas clandestinas e jogos ilegais para obtenção de recursos, que eram posteriormente inseridos no sistema financeiro com aparência de legalidade, misturando-se a receitas de shows, contratos musicais e publicidade digital.

As investigações apontam ainda o uso de um sistema de transações pulverizadas para dificultar o rastreamento dos valores. Um exemplo citado indica que R$ 5 milhões eram divididos em cerca de 500 transferências de R$ 10 mil. Ao todo, o esquema teria movimentado aproximadamente R$ 1,6 bilhão.

A operação foi deflagrada na última quarta-feira (15) e cumpriu mandados em oito estados e no Distrito Federal. Os funkeiros foram presos: Ryan, em Bertioga, no litoral de São Paulo, e Poze do Rodo, no Rio de Janeiro. Também foram apreendidos bens avaliados em cerca de R$ 20 milhões.

De acordo com a PF, os investigados tinham papel relevante na circulação dos recursos. “Eram eles que detinham as contas utilizadas para que o dinheiro obtido de maneira ilícita pudesse circular e se confundir com recursos lícitos”, afirmou o delegado Roberto Costa da Silva.

As defesas de Rodrigo Morgado, MC Ryan e MC Poze do Rodo negam envolvimento em atividades criminosas e afirmam que todas as movimentações financeiras têm origem legal.

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