Trump recua e cancela transmissão ao vivo de execução por fuzilamento nos EUA
Nidal Hasan será executado em 3 de dezembro; presidente cita resistência à exibição pública da morte do ex-militar condenado por matar 13 pessoas
Foto: Divulgação/Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (15) que a execução por fuzilamento do ex-major do Exército Nidal Hasan não será transmitida ao vivo. A decisão representa um recuo após o secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciar que o procedimento seria exibido publicamente. A execução continua prevista para 3 de dezembro, no Texas.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que a transmissão poderia funcionar como um fator de dissuasão, ao mostrar como os Estados Unidos tratam pessoas condenadas por ataques terroristas. No entanto, reconheceu que parte da população não gostaria de assistir à morte do condenado. “Muitas pessoas boas e bem-intencionadas prefeririam não vê-lo morrer”, escreveu o presidente, que também confirmou que familiares próximos das vítimas poderão acompanhar a execução presencialmente, caso desejem.
A proposta de transmitir o fuzilamento provocou críticas de diferentes setores, incluindo integrantes do próprio Partido Republicano, líderes religiosos e observadores internacionais. O vice-presidente JD Vance havia afirmado que não assistiria à execução caso a transmissão fosse realizada. A Organização das Nações Unidas (ONU) também havia se manifestado contra a iniciativa, apontando preocupações relacionadas ao tratamento do condenado e à exposição pública da morte.
O plano anunciado por Hegseth previa exibir a execução como forma de demonstrar as consequências de ataques contra militares e outras pessoas. A decisão de Trump, porém, manteve a pena de morte e alterou apenas a forma como o procedimento será acompanhado. A execução poderá ser presenciada por familiares das vítimas, mas não será exibida ao público por transmissão ao vivo.
Nidal Hasan, ex-psiquiatra militar, foi condenado à morte por um tribunal militar em 2013 pelo ataque a tiros ocorrido em 5 de novembro de 2009, na base de Fort Hood, no Texas. Na ocasião, 13 pessoas morreram e outras 32 ficaram feridas. O caso foi considerado um dos ataques mais graves já registrados em uma instalação militar dos Estados Unidos.
A execução está marcada para 3 de dezembro e será realizada por um pelotão de fuzilamento. A possibilidade de transmissão ao vivo havia provocado uma controvérsia incomum no país, onde execuções públicas deixaram de fazer parte da prática há décadas. Com o recuo anunciado por Trump, o governo mantém a execução prevista, mas abandona a proposta de exibi-la publicamente.
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