Paramount conclui compra da Warner Bros. Discovery e cria gigante do entretenimento
Operação de US$ 110 bilhões reúne marcas como Warner Bros., Paramount, HBO Max, Paramount+, CNN e CBS sob o comando de David Ellison
Foto: Imagem gerada por IA
A Paramount Skydance concluiu nesta terça-feira (6) a aquisição da Warner Bros. Discovery por US$ 110 bilhões, criando uma das maiores empresas de mídia e entretenimento do mundo. A nova companhia passa a operar sob o nome Skydance e reúne marcas de cinema, televisão, streaming e jornalismo.
Com a conclusão do negócio, o grupo passa a controlar estúdios responsáveis por franquias como Harry Potter, Batman, Top Gun e Missão: Impossível, além das plataformas Paramount+ e HBO Max e das redes CBS e CNN. A empresa também terá direitos esportivos da CBS Sports e TNT Sports.
As ações da Warner Bros. Discovery deixaram de ser negociadas na Nasdaq nesta terça-feira. Os papéis da nova companhia passaram a ser negociados na Bolsa de Nova York, sob o código "SKYD". Os acionistas da WBD receberam US$ 31,01666668 por ação em dinheiro.
A operação encerra uma disputa pelo controle dos ativos da Warner Bros. Discovery que também envolveu a Netflix e despertou o interesse de outras empresas, como a Comcast. Segundo a companhia, o acordo recebeu aprovação de autoridades concorrenciais em quase 70 jurisdições.
Apesar do tamanho da nova empresa, a Skydance inicia as operações com cerca de US$ 80 bilhões em dívidas. A companhia prevê economizar pelo menos US$ 6 bilhões em custos recorrentes nos próximos três anos, principalmente com tecnologia, integração, compras, marketing e imóveis.
A expectativa é que a fusão também provoque cortes de empregos em diferentes áreas de Hollywood. A empresa pretende aumentar a geração de caixa, ampliar o número de assinantes de seus serviços de streaming e melhorar o desempenho dos filmes nos cinemas.
David Ellison, fundador da Skydance e filho do cofundador da Oracle Larry Ellison, será o principal executivo da companhia e ficará responsável pela estratégia geral e pela direção criativa. Ynon Kreiz, ex-CEO da Mattel, será co-CEO e ficará à frente das operações e da integração das empresas.
A nova companhia estima uma receita anual próxima de US$ 70 bilhões e projeta gerar mais de US$ 10 bilhões em fluxo de caixa livre até 2030. A empresa também pretende lançar pelo menos 30 filmes por ano nos cinemas, com janela mínima de 45 dias, além de manter mais de 180 programas e séries de televisão.
Os serviços de streaming das duas empresas deverão ser integrados gradualmente em uma única plataforma. A mudança ocorre em um mercado marcado pela queda da televisão por assinatura e pela disputa por audiência no streaming, aumentando a pressão para que a nova companhia reduza despesas e amplie suas receitas.
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