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Padre brasileiro é excomungado pelo Vaticano após ordenações sem autorização do papa

Padre brasileiro é excomungado pelo Vaticano após ordenações sem autorização do papa

Sacerdote ligado à Fraternidade Sacerdotal São Pio X participou de ordenações episcopais sem mandato pontifício e teve a excomunhão confirmada pela Santa Sé

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Reprodução

O padre brasileiro Françoá Rodrigues Figueiredo Costa, de 47 anos, foi excomungado pelo Vaticano após participar de ordenações episcopais realizadas sem autorização do papa. A cerimônia ocorreu em 1º de julho, em Ecône, na Suíça, e também resultou em punições a outros religiosos ligados à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX).

Natural de Redenção do Gurguéia, no Piauí, Françoá foi ordenado sacerdote em 8 de dezembro de 2004, em Anápolis (GO). Ao longo da trajetória religiosa, atuou em paróquias de Goiás, Distrito Federal, Bahia e também no exterior.

Além da atuação pastoral, o sacerdote construiu carreira acadêmica. É doutor em Teologia Sistemática pela Universidade de Navarra, na Espanha, licenciado em Estudos Eclesiásticos e em Filosofia, além de bacharel na área. Também lecionou na Faculdade Católica de Anápolis, em Goiás.

Atualmente, Françoá está vinculado à Capela Santo Atanásio, em Ceilândia, no Distrito Federal.

Nas redes sociais, o padre costuma divulgar orientações voltadas aos fiéis tradicionalistas. Entre elas, recomenda que mulheres utilizem saias ou vestidos abaixo dos joelhos e cubram a cabeça com véu durante as celebrações. Aos homens, orienta o uso de roupas consideradas “claramente masculinas”, proibindo shorts, bermudas e camisetas cavadas. Também defende que os pais mantenham os filhos disciplinados durante a missa, retirando-os temporariamente da igreja caso chorem excessivamente.

Em nota pastoral, a Arquidiocese de Brasília informou que Françoá é considerado aderente à Fraternidade Sacerdotal São Pio X desde abril de 2025. Com a excomunhão declarada pelo Vaticano, seus atos ministeriais passam a ser considerados ilícitos pela Igreja Católica. Segundo a arquidiocese, sacramentos como confissões e matrimônios celebrados pelo sacerdote deixam de ter validade canônica.

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