Número de mortos na Venezuela sobe para 589 e quase 3 mil feridos após terremotos, diz governo
Tremores ocorreram na noite de quarta-feira (24), quando dois terremotos consecutivos atingiram a região norte venezuelana
Foto: Reprodução
O número de mortos após os terremotos que atingiram a Venezuela já chega a 589 pessoas, segundo atualização divulgada pelo governo do país nesta quinta-feira (25). O novo balanço também aponta 2.980 feridos até o momento.
Os tremores ocorreram na noite de quarta-feira (24), quando dois terremotos consecutivos atingiram a região norte venezuelana, onde está localizada a capital Caracas. A força dos abalos provocou o desabamento de prédios e deixou um cenário de grande destruição na cidade e em áreas próximas. De acordo com autoridades, esses foram os sismos mais intensos registrados no país em mais de um século.
A atualização foi apresentada pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que afirmou que o balanço ainda é provisório. Tanto a Organização das Nações Unidas (ONU) quanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) avaliam que o número de vítimas pode ser ainda maior, considerando a magnitude do terremoto, a fragilidade estrutural de diversas construções e a alta densidade populacional das áreas atingidas.
Durante o anúncio, o governo também informou que pretende "militarizar" o estado de La Guaira, uma das regiões mais afetadas pelos tremores. A área costeira, localizada nos arredores de Caracas, integra a chamada "zona de desastre" definida oficialmente pelas autoridades venezuelanas.
Em atualização posterior, o presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, informou que cerca de 200 pessoas ainda estariam presas sob escombros. Ele também destacou que, até o momento, 250 edifícios foram totalmente destruídos ou sofreram danos estruturais significativos.
As equipes de resgate seguem atuando intensamente na busca por sobreviventes e no resgate de vítimas entre os escombros. Além das operações oficiais, grupos formados por moradores das áreas atingidas também auxiliam nas buscas por familiares e desaparecidos, que já somam mais de 24 mil registros.
Nas redes sociais, continuam circulando relatos e imagens que mostram prédios colapsados e a dimensão da destruição causada pelos tremores.
Diversos países, entre eles Brasil e Estados Unidos, anunciaram o envio de equipes de apoio às operações de resgate. A ajuda internacional começou a chegar à Venezuela nesta sexta-feira (26).
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