Multidão rompe barreiras e invade cidade da Espanha após travessia em massa vinda do Marrocos
Milhares de migrantes chegaram a Ceuta por terra e pelo mar, levando autoridades espanholas a reforçar a segurança e discutir medidas para conter a crise na fronteira
Foto: Reprodução/X
Milhares de migrantes vindos do Marrocos cruzaram a fronteira e entraram em Ceuta, cidade autônoma da Espanha localizada no norte da África, nesta quinta-feira (30). A chegada em massa ocorreu por terra e pelo mar, com pessoas atravessando a nado, utilizando boias improvisadas ou escalando a cerca que separa os dois territórios.
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram uma multidão ocupando a orla da cidade e comemorando a entrada em território espanhol. Em alguns registros, migrantes aparecem gritando "Viva a Espanha", enquanto outros beijam o chão após concluir a travessia.
Segundo a imprensa espanhola, centenas de pessoas conseguiram escalar a cerca de segurança antes que os portões da fronteira fossem abertos. A emissora pública TVE estima que entre 2 mil e 3 mil migrantes tenham chegado à cidade apenas nesta quinta-feira.
A crise migratória em Ceuta já vinha se intensificando nos últimos dias. De acordo com autoridades locais, mais de 1,5 mil pessoas haviam chegado ao enclave espanhol na última semana, levando o centro de acolhimento de imigrantes a operar acima da capacidade.
Diante da situação, o prefeito de Ceuta, Juan Jesús Vivas, voltou a pedir ao governo espanhol a decretação de estado de emergência e solicitou apoio do Exército para reforçar a segurança na fronteira. O Ministério do Interior da Espanha informou que trabalha em conjunto com o governo do Marrocos para reforçar o controle migratório e garantir o retorno de pessoas que tenham entrado ilegalmente no país.
O ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, deve visitar Ceuta nesta sexta-feira (31) para acompanhar a situação e se reunir com autoridades locais e forças de segurança.
Ceuta, ao lado de Melilla, representa a única fronteira terrestre entre a União Europeia e a África. As duas cidades registram periodicamente ondas de migração, mas o episódio desta quinta-feira é considerado um dos maiores desde a crise de 2021, quando cerca de 10 mil pessoas atravessaram a fronteira em poucos dias.
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