Irã confirma morte do líder supremo Ali Khamenei após ofensiva de EUA e Israel
Teerã decreta 40 dias de luto nacional enquanto confrontos se intensificam no Oriente Médio e ampliam risco de escalada militar
Foto: HANDOUT / KHAMENEI.IR / AFP
A mídia estatal iraniana confirmou neste domingo (1º), no horário local, a morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, após ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel. Segundo os veículos oficiais, ele foi atingido nas primeiras horas de sábado (28), durante bombardeios contra alvos estratégicos no território iraniano. Diante do ocorrido, o governo anunciou 40 dias de luto nacional. A informação foi divulgada por agências estatais e repercutida por veículos internacionais.
Em publicação na rede X, a Agência de Notícias Fars declarou: “Pertencemos a Alá e a Ele retornaremos. O Líder Supremo da Revolução foi martirizado”. A imprensa iraniana também informou que familiares de Khamenei, incluindo uma filha, um neto, a nora e o genro, teriam morrido nos ataques. Imagens de satélite divulgadas após a ofensiva mostram fumaça saindo do complexo residencial ligado ao aiatolá.
No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o início de uma ampla operação militar contra o Irã. Segundo ele, a ação tem como objetivo enfraquecer as Forças Armadas iranianas e desmantelar o programa nuclear do país. Em vídeo publicado na rede Truth Social, Trump afirmou que Teerã rejeitou “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e declarou que os EUA “não aguentam mais”.
Autoridades israelenses já haviam sinalizado anteriormente que Khamenei figurava entre os principais alvos da primeira fase da ofensiva. Em resposta aos bombardeios, o governo iraniano lançou ataques contra regiões do Oriente Médio que abrigam bases militares americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque. Explosões foram registradas em diferentes pontos da região, elevando a tensão internacional.
A nova ofensiva acontece após confrontos anteriores, registrados em junho de 2025, que tiveram duração limitada. Desta vez, fontes internacionais indicam que as operações podem se prolongar por vários dias, aumentando a instabilidade e o risco de uma escalada ainda maior no Oriente Médio.
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