Interpol entra nas buscas por irmãos desaparecidos há oito meses no Maranhão
Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desapareceram em janeiro; família deve se reunir com representantes da Polícia Federal nesta quarta-feira (9)
Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Interpol ofereceu apoio para ajudar nas buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, irmãos que estão desaparecidos há oito meses em Bacabal, no Maranhão. A organização disponibilizou ferramentas de cooperação internacional que poderão ser utilizadas caso surjam pistas de que as crianças estejam fora do Brasil.
Segundo a advogada da família, Nathaly Moraes, o Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal entrou em contato e colocou os mecanismos da Interpol à disposição para auxiliar na investigação. A mãe das crianças, Clarice Cardoso, deve se reunir nesta quarta-feira (9), em São Luís, com representantes do núcleo para entender como o suporte poderá ser utilizado.
Entre as possibilidades está a localização dos irmãos em outro país e, caso sejam encontrados no exterior, a adoção de procedimentos para uma eventual repatriação. A entrada da Interpol no caso, porém, não significa que Ágatha e Allan tenham sido encontrados nem confirma que eles estejam fora do Brasil.
A defesa da família já havia solicitado anteriormente a participação da Polícia Federal na investigação. De acordo com a advogada, o pedido foi motivado pela possibilidade de que o desaparecimento pudesse estar relacionado a tráfico humano. Na ocasião, segundo ela, a PF informou que não havia elementos suficientes para justificar a atuação da instituição nesse sentido.
O caso também ganhou atenção após uma operação realizada nos Estados Unidos que resultou no resgate de 163 crianças. Apesar disso, não há confirmação de que Ágatha e Allan estejam entre os menores encontrados durante a ação.
Os irmãos desapareceram em 4 de janeiro, depois de saírem para brincar na região do Quilombo São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Eles estavam acompanhados de um primo, de 8 anos, que foi encontrado dias depois por produtores rurais.
Desde o desaparecimento, uma grande força-tarefa foi mobilizada para tentar localizar as crianças. As buscas passaram por áreas de mata, rios e lagos e contaram com policiais, bombeiros, militares, cães farejadores, mergulhadores, aeronaves, equipamentos de sonar e voluntários.
O paradeiro de Ágatha e Allan continua desconhecido. A cooperação internacional oferecida pela Interpol representa uma nova frente para a investigação, mas, até o momento, não há confirmação sobre onde os irmãos possam estar.
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