Governo da Argentina nega entrada de Flávio Bolsonaro no país após suspeita de fuga
Segundo as autoridades argentinas, não há registro de entrada de Flávio em território argentino
Foto: Reprodução/@OPRArgentina/Redes Sociais
O governo da Argentina, liderado pelo presidente Javier Milei, negou nesta terça-feira (27) que o ex-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenha entrado no país. A informação foi confirmada à CNN Brasil pelo Ministério da Segurança argentino, responsável pelos setores de imigração e pela Polícia de Segurança Aeroportuária.
Segundo as autoridades argentinas, não há registro de entrada de Flávio em território argentino, nem de solicitação para ingressar no país. O caso ganhou repercussão após o site argentino Infobae publicar, durante a madrugada, que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria cruzado a fronteira brasileira para embarcar em um voo particular com destino a Miami, nos Estados Unidos. A viagem, no entanto, teria sido cancelada.
Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes determinou que Flávio entregasse seu passaporte às autoridades no prazo de 24 horas. O ex-candidato, derrotado no segundo turno das eleições presidenciais de domingo (25), não foi visto ao longo desta terça-feira.
Após a divulgação da possível viagem, o governo brasileiro acionou as autoridades argentinas para alertar sobre um eventual risco de fuga. A Direção Nacional de Imigração e a Casa Rosada informaram que não identificaram registros de entrada de Flávio Bolsonaro na Argentina.
Diante da suspeita, as autoridades locais iniciaram procedimentos de fiscalização da aeronave e da tripulação que estavam retidas no Aeroporto Internacional de Iguaçu. Em nota, os órgãos argentinos informaram: "Por fim, constatou-se que a documentação da empresa está regular e não foi apresentado nenhum plano de voo que inclua a família Bolsonaro".
A Polícia Federal brasileira apura o caso em conjunto com as autoridades argentinas para verificar se Flávio deixou o país após ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, no segundo turno da disputa presidencial.
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