Emmanuel Macron diz estar pronto para mediar negociações entre Israel e Líbano
Presidente da França afirmou que discussões podem ser realizadas em Paris para tentar reduzir tensões no Oriente Médio.
Foto: Ludovic Marin/Pool Photo via AP
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que está disposto a mediar negociações entre Israel e Líbano em meio à escalada de tensão no Oriente Médio.
Segundo Macron, as possíveis discussões diplomáticas poderiam ser sediadas em Paris. Em publicação nas redes sociais, o líder francês afirmou ter conversado recentemente com autoridades libanesas, entre elas o presidente Joseph Aoun, o primeiro-ministro Nawaf Salam e o presidente do Parlamento Nabih Berri.
De acordo com Macron, o governo do Líbano demonstrou disposição para dialogar diretamente com Israel. “É preciso fazer tudo para evitar que o Líbano mergulhe no caos”, declarou.
Até o momento, os governos de Israel e do Líbano não comentaram oficialmente sobre a possibilidade de um acordo de paz. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou recentemente que Israel pode tomar parte do território libanês caso o país não impeça ataques realizados pelo grupo armado Hezbollah.
Para o presidente francês, as duas partes precisam colaborar para encerrar a troca de ofensivas. Segundo ele, o Hezbollah deve interromper imediatamente os ataques, enquanto Israel deveria cessar sua ofensiva em larga escala e os bombardeios aéreos.
O Líbano foi arrastado para o conflito no dia 2 de março, quando o Hezbollah lançou foguetes e drones contra alvos no norte de Israel, em apoio ao Irã. O ataque rompeu um frágil cessar-fogo que estava em vigor desde novembro de 2024.
Apoiados pelo Irã, os combatentes do Hezbollah intensificaram as ofensivas após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Em resposta, Israel ampliou suas operações militares com o objetivo de enfraquecer o grupo armado, estabilizar sua fronteira norte e conter a influência iraniana na região.
Segundo o Ministério da Saúde libanês, mais de 699 pessoas morreram desde o início dos ataques israelenses no país. Os alertas de evacuação também levaram centenas de milhares de moradores a deixar suas casas enquanto o conflito continua se intensificando.
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