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Dolly Parton, ícone da música country, morre aos 80 anos

Dolly Parton, ícone da música country, morre aos 80 anos

Cantora americana teve a morte confirmada pela família nesta terça-feira (25); artista deixou sucessos como “Jolene” e “I Will Always Love You”

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Redes Sociais

A cantora americana Dolly Parton morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos. A informação foi confirmada pela família da artista por meio de um vídeo publicado nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada.

No comunicado, Bryan Seaver, sobrinho e chefe da segurança de Dolly, afirmou que a própria cantora havia pedido que a família fizesse um anúncio em vídeo quando chegasse o momento. Segundo ele, a artista morreu cercada pelo carinho da família e deixou um legado que ultrapassa a música.

“A tristeza fica conosco, não com a Dolly. Dolly viveu na luz e está nos braços de Jesus”, afirmou Seaver, que também citou o marido da cantora, Carl Dean, morto em março de 2025.

Dolly Parton enfrentava problemas de saúde nos últimos meses. Em entrevista à revista People publicada na segunda-feira (24), um dia antes de sua morte, ela contou que deixou de prestar atenção aos próprios problemas enquanto cuidava do marido durante o período em que ele enfrentava dificuldades de saúde. Na ocasião, afirmou que ainda tinha projetos que gostaria de realizar.

Legado na música

Nascida no Tennessee, em 1946, Dolly Parton começou a se apresentar profissionalmente ainda adolescente e construiu uma carreira de quase seis décadas. Ela se tornou uma das maiores referências da música country e também alcançou o cinema, a televisão e o empreendedorismo.

Entre seus maiores sucessos estão “Jolene”, “9 to 5”, “Coat of Many Colors” e “I Will Always Love You”, música que ganhou projeção internacional principalmente após a versão gravada por Whitney Houston. Parton escreveu cerca de 3 mil músicas ao longo da carreira e vendeu mais de 100 milhões de discos.

A artista conquistou 11 prêmios Grammy, incluindo uma homenagem pelo conjunto da obra. Também entrou para o Country Music Hall of Fame, em 1999, e para o Rock & Roll Hall of Fame, em 2022.

Além da música, Dolly Parton construiu uma trajetória no cinema, com filmes como “Como Eliminar Seu Chefe” (“9 to 5”) e “Flores de Aço”, e criou o parque temático Dollywood, no Tennessee.

A cantora também ficou conhecida pelo trabalho filantrópico. Por meio da Imagination Library, programa criado por ela, milhões de livros foram distribuídos gratuitamente para crianças. Durante a pandemia de Covid-19, Dolly doou US$ 1 milhão para pesquisas sobre vacinas na Universidade Vanderbilt.

Dolly foi casada com Carl Dean por quase 60 anos. O empresário morreu em março de 2025, aos 82 anos. O casal não teve filhos.

Ao longo de sua trajetória, a cantora também manteve uma relação próxima com Miley Cyrus, de quem era madrinha, e colaborou com a artista em diferentes momentos da carreira.

A morte de Dolly Parton encerra a trajetória de uma das figuras mais reconhecidas da música americana, cuja influência alcançou diferentes gerações e ultrapassou as fronteiras do country.

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