Celso Amorim fala sobre conflitos no Oriente Médio: ‘Devemos nos preparar para o pior’
Assessor comenta sobre a escaladas das tensões no Oriente Médio.
Foto: Sergio Lima
O embaixador e assessor especial do Presidente da República para assuntos internacionais, Celso Amorim, afirmou nesta segunda-feira (2) que o Brasil deve 'se preparar para o pior' por conta dos conflitos recentes envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã, no Oriente Médio.
"Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior.", afirmou o assessor, ao se referir à morte do Líder Supremo iraniano, Ali Khamenei.
Ao ser questionado sobre o que seria "o pior", o assessor comentou sobre um iminente alastramento do conflito na região: "O aumento vertiginoso das tensões no Oriente Médio, com grande potencial de alastramento. O Irã historicamente fornece armamento para grupos xiitas que estão em outros países, além de grupos radicais"
O conflito
No último sábado (28), em ação conjunta, Estados Unidos e Israel realizaram uma ofensiva contra alvos militares no Irã, alegando ser necessário destruir o programa nuclear iraniano e responder a ameaças. Em resposta, o Irã atacou Israel e diversos outros países do Oriente Médio com mísseis e drones.
Entre os países atingidos por mísseis e drones iranianos, estão:
Israel;
Catar;
Kwait;
Emirados Árabes Unidos;
Bahrein;
Omã;
Arábia Saudita;
Iraque;
Os ataques realizados por Estados Unidos e Israel atingiram e mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. A morte foi confirmada pelo próprio governo iraniano. Além do aiatolá, o chefe do Estado-Maior e o ministro da Defesa também morreram.
O conflito aumentou de maneira drástica as tensões no Oriente Médio, provocou centenas de mortes no Irã e resultou em uma série de ataques em diversos países da região.
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