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Câmara barra impeachment de vice após renúncia do presidente do Paraguai

Câmara barra impeachment de vice após renúncia do presidente do Paraguai

Caso acontece depois da renúncia do presidente Santiago Peña, devido ao fechamento de um banco que afetou milhões de pessoas; Pedro Alliana deve assumir governo do país

| Autor: Redação Varela Net

Foto: Reprodução

A Câmara dos Deputados do Paraguai negou, nesta quinta-feira (5), o pedido de impeachment contra o vice-presidente Pedro Alliana. Foram 48 votos contrários ao afastamento e 30 favoráveis. Com a decisão, Alliana continua no cargo e pode assumir a Presidência caso o Congresso aprove a renúncia de Santiago Peña, atual presidente do Paraguai, anunciada em meio à crise política causada pela quebra do banco Ueno, um dos principais bancos digitais e maior emissor de cartões de crédito do país.

A renúncia de Peña ainda depende da aprovação dos parlamentares. De maneira parelela, o Congresso também analisa uma solicitação de impeachment contra o presidente, apresentado pela oposição. Os adversários políticos de Peña defendem sua destituição para que ele perca o foro privilegiado.

O Ueno Bank, que pertence ao Grupo Vázquez, fechou as portas na terça-feira (3), quando o Banco Central do Paraguai começou o processo de liquidação. O órgão identificou um déficit nos índices de solvência, associado a empréstimos concedidos a empresas vinculadas ao banco.

A instituição possuia cerca de 3 milhões de clientes e concentrava aproximadamente US$ 850 milhões (R$ 4,6 bilhões) em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social. Peña, economista que assumiu o governo em 2023, foi acionista do grupo dono do banco até o mês de março do ano passado.

A oposição acusa o presidente de conflito de interesses, manipulação regulatória, desvio de recursos previdenciários e de acobertamento por parte do Banco Central. Ao longo da sessão, a deputada Rocío Vallejo afirmou que nunca antes alguém havia prejudicado tantas pessoas em um único dia e disse ao presidente que ele é a origem do problema.

Em publicação nas redes sociais, Peña disse que os responsáveis pelas irregularidades responderão perante a Justiça, sem exceções. Pouco antes, ele sancionou uma lei que deve permitir que os poupadores do Ueno recuperem o dinheiro em menos tempo. O presidente também pediu que todos os setores políticos coloquem o interesse dos poupadores acima de qualquer outro.

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