Briga por assento faz família baiana ser expulsa de voo da Air France
Grupo afirma ter sido expulso da aeronave em Paris e precisou arcar com gastos extras para retorno ao Brasil. Empresa nega versão
Foto: Wikimedia Commons
Uma família baiana foi expulsa de uma aeronave da Air France em Paris após um desentendimento por um assento na classe executiva da aeronave. A situação aconteceu na última quarta-feira (14), e é alvo de versões diferentes entre os passageiros e a empresa. Enquanto a família aponta que foi vítima de descaso da companhia aérea, a Air France alega ter agido de forma correta de acordo com a legislação internacional.
A confusão aconteceu no Aeroporto Charles de Gaulle, dentro do voo AF562, que seguiria da capital francesa até Salvador. Segundo a família, para seguir viagem e retornar para o país, após ser expulsa do avião, precisou fazer gastos extras em outra companhia aérea.
Segundo informações reveladas pelo G1, Ivan viajava com sua esposa e duas filhas. A família retornava de uma viagem pela Europa e havia iniciado o trajeto de volta em Milão, na Itália. O baiano relatou que, no check-in, ainda na madrugada, foi oferecido um upgrade da classe econômica premium para a executiva no trecho Paris-Salvador, pelo valor de 399 euros por passageiro. A família aceitou a oferta e pagou um total de 1.596 euros.
Após o desembarque da escala em Paris e já no portão de embarque para Salvador, a família foi informada de que o upgrade de um dos assentos dos passageiros, da filha de Ivan, não poderia ser mantido, sob a justificativa de um problema técnico no assento 7L.
Entretanto, Ivan relatou que, ao entrarem na aeronave, foi constatado que o defeito estaria em outra poltrona, a 5L, enquanto o assento 7L, que constava no cartão de embarque da filha, estava ocupado por um passageiro francês, que seria funcionário da própria companhia. Diante da situação, a família questionou a situação e acabou sendo exposta a um "contrangimento público".
Ivan afirma que o comandante da aeronave teria adotado uma postura exaltada, com gritos direcionados à esposa e à filha, o que agravou o conflito. A família acabou sendo retirada do avião com o apoio de policiais armados. Segundo Ivan, após o desembarque, o grupo não recebeu realocação imediata em outro voo, nem assistência adequada.
Com isso, ele afirma que funcionários da Air France alegaram que os passageiros teriam causado prejuízos à empresa e que, caso quisessem retornar no dia seguinte, teriam que comprar novas passagens.
“O que vivenciamos não foi apenas um transtorno de viagem, mas uma situação humilhante, traumática e desproporcional, que expôs uma família e, especialmente, uma criança, a sofrimento emocional desnecessário”, afirmou.
A Air France, em nota, classificou os integrantes da família como passageiros "indisciplinados" e que a tripulação decidiu pelo desembarque deles para garantir a "segurança" e o "bom andamento da viagem", segundo o que diz a legislação internacional.
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