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Argentina reduz maioridade penal de 16 para 14 anos em nova lei

Argentina reduz maioridade penal de 16 para 14 anos em nova lei

Medida aprovada pelo Congresso favorece Javier Milei e amplia responsabilidade criminal de adolescentes

| Autor: Redação/Varela Net

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Congresso da Argentina aprovou nesta sexta-feira (27) uma lei que reduz a maioridade penal de 16 para 14 anos, permitindo que jovens dessa faixa etária sejam responsabilizados criminalmente em casos de crimes graves. A proposta foi sancionada pelo governo e se tornará parte do ordenamento jurídico argentino nos próximos meses.

Até então, o Código Penal argentino estipulava que menores de até 16 anos não podiam responder por crimes como autores primários em tribunais penais comuns, sendo encaminhados a sistemas de justiça juvenil com foco em medidas socioeducativas. Com a mudança, jovens de 14 e 15 anos poderão ser julgados por homicídio, roubo com violência e outros delitos considerados graves, conforme critérios definidos na legislação.

Os defensores da redução argumentam que a medida é uma resposta à percepção de aumento da violência cometida por adolescentes em algumas regiões do país e que visa fortalecer a segurança pública, dissuadindo a prática de crimes entre jovens. Parlamentares favoráveis afirmaram que a nova lei equilibra direitos com responsabilidade e acompanha experiências similares em outras nações da América Latina.

Por outro lado, críticos da iniciativa, incluindo organizações de direitos humanos e especialistas em infância, alertam que a mudança pode agravar a vulnerabilidade social de adolescentes, desviando-os para o sistema penal comum sem abordar as causas subjacentes da criminalidade juvenil, como pobreza, exclusão e falta de acesso à educação e oportunidades.

A lei já está em vigor e deve começar a ser aplicada gradualmente, com tribunais argentinos ajustando procedimentos e protocolos para lidar com casos que envolvam adolescentes de 14 e 15 anos no sistema penal adulto, mesmo enquanto debates sobre seus efeitos sociais seguem em curso no país.

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